Lixão de Gramacho é fechado, após 34 anos de operação

Em cerimônia com prefeito e ministra do Meio Ambiente, aterro sanitário em Caxias é fechado simbolicamente, com cadeado

iG Rio de Janeiro |

Isabela Kassow
Renata Marques mostra ursinhos que achou no lixo. Gramacho fechou neste domingo
Às vésperas da realização da Conferência Rio+20 (Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável) , o Aterro Metropolitano de Gramacho, conhecido como o “lixão de Gramacho”, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense) fechou as portas em definitivo neste domingo (3), após 34 anos de operação.

João Paulo Engelbrecht/Prefeitura Rio
Prefeito Eduardo Paes fecha o lixão de Gramacho, após 34 anos
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As atividades foram encerradas oficialmente pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, e pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ao lado de catadores, em um trator.

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Em uma cerimônia, os dois assistiram ao último “vazamento de lixo” no local e, em seguida, cobriram o local com argila e colocaram uma corrente com cadeado, fechando o acesso ao aterro.

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Gramacho dará lugar a usina de biogás, que transforma metano em gás para a Reduc

“O Rio não vai mais admitir violências contra o meio ambiente como foi este crime ambiental aqui”, disse o prefeito.

A ministra disse que o Rio de Janeiro vai fechar todos os aterros do entorno da Baía de Guanabara e que isso representa um verdadeiro “avanço” para a área ambiental e para o País.

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J.Egberto
Solo recebe última camada de argila sobre a segunda manta de polietileno no aterro que substituirá Gramacho
Gramacho deixa de receber lixo do Rio e de Duque de Caxias.

A prefeitura instala no lugar a Usina de Biogás, que pretende transformar o metano da decomposição do lixo em “gás verde”, a ser vendido para a Reduc (Refinaria Duque de Caxias), da Petrobras.

O material será usado como substituto do gás natural, para fins energéticos.

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O lixo antes levado para Gramacho passará a ser depositado na Central de Tratamento de Resíduos, CTR Rio, em Seropédica, o mais moderno da América Latina.

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