Prefeito do Rio sanciona lei que proíbe venda da "linha chilena"

Autora do projeto que resultou na lei, vereadora disse que esse tipo de linha tem poder de corte quatro vezes maior

iG Rio de Janeiro |

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), sancionou nesta segunda-feira (28) a lei que proíbe a comercialização em todo o município da chamada "linha chilena", que já provocou inúmeros acidentes nas ruas.

Autora do projeto de lei, a vereador Vera Lins (PP) explicou que a "linha chilena" é uma verdadeira arma porque é composta de óxido de alumínio e algodão, tendo um poder de corte quatro vezes maior.

"Essas linhas colocam em risco a vida principalmente de motociclistas. Diferente do tradicional cerol, que é feito de cola de madeira e vidro que, quando molhado, perde o corte", explicou.

A vereadora informou que, juntamente com os órgãos responsáveis, pretende realizar uma fiscalização nos locais de revenda, evitando assim, que mais pessoas acabem se ferindo.

Vera Lins disse ainda que, para burlar a fiscalização, os primeiros metros do rolo da linha chilena normalmente não possuem o produto, e que ela é chamada de chinela pelo fato de alguns comerciantes afirmarem que ela provém do Paraguai e adjacências.

“Elas são de fácil identificação, pois são comercializadas em rolos grandes e nas cores azul, rosa e vermelho. Para agravar a situação, elas podem ser compradas facilmente pela internet e sem nenhum tipo de informação ao risco que causa à vida humana”, disse.

A lei determina ainda que o infrator, em se tratando de pessoa jurídica, poderá sofrer sanções que vão desde ao pagamento de multa no valor de R$ 2 mil, sendo esse valor acrescido em 50 vezes em caso de reincidência, até o fechamento do estabelecimento. No caso da comercialização da linha chinela em feiras livres ou camelódromo, o proprietário poderá ter sua permissão de funcionamento cassada.

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