Força Nacional de Segurança inicia ocupação em morro da zona sul do Rio

Cento e cinquenta agentes vão atuar por tempo indeterminado no morro Santo Amaro. Objetivo é combater o consumo de crack

iG Rio de Janeiro |

Pablo Jacob / Agência O Globo
Cracolândia achada pela polícia no morro Santo Amaro antes da chegada da FNS
A Força Nacional de Segurança Pública (FNS) vai começar a ocupar no final da manhã desta sexta-feira (18) o morro do Santo Amaro, no Catete, na zona sul do Rio de Janeiro.

A presença das tropas na comunidade será por tempo indeterminado e faz parte de um programa de enfrentamento ao crack do governo federal. Ao todo, serão 150 agentes da FNS.

Para preparar a comunidade para a chegada da FNS, as polícias Civil e Militar ocuparam a favela por volta das 5h. No Santo Amaro, funcionaria, uma das 11 das cracolândias identificadas pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) na cidade do Rio de Janeiro.

Antes da chegada da FNS, os agentes da Secretaria recolheram 70 usuários de crack. Entre eles, estavam 11 adolescentes. Uma cracolândia foi encontrada no alto do Santo Amaro.

Além da Força Nacional, a Prefeitura do Rio também entrará na comunidade, em caráter permanente. Equipes da SMAS promoverão a ocupação social. Três contêineres serão instalados no alto do morro e em um dos acessos à comunidade.

Psicólogos, assistentes sociais e educadores sociais do município trabalharão 24 horas, disponibilizando para os moradores serviços como encaminhamento para tratamento e acompanhamento de dependentes químicos, cadastramento para programas e projetos sociais desenvolvidos pelas três esferas de governo, além de atendimento social para demandas relativas à moradia, saúde, trabalho, educação, dentre outras.

O morro Santo Amaro vem sendo alvo de ações da SMAS desde que a Prefeitura, em parceria com os órgãos de Segurança Pública, começou, há pouco mais de um ano, a realizar ações de combate ao crack. Mais de quatro mil acolhimentos foram feitos, durante esses meses. A escolha do local para sediar o projeto piloto foi feita com apoio da Secretaria de Estado de Segurança, com base em dados de inteligência.

Pioneiro no país, elaborado pelo Ministério da Justiça, pelas secretarias Nacional de Políticas sobre Drogas, de Segurança Pública, pelo Governo do Estado e pela Prefeitura, o projeto prevê uma série de iniciativas para combater o crack e, principalmente, recuperar os dependentes para que possam ser reinseridos na sociedade. 

As forças policiais envolvidas na ocupação foram: o 2º Batalhão da Polícia Militar (Botafogo) e as Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), de Combate às Drogas (DCOD), da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), além da 9ª DP (Catete).

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