Thor Batista é denunciado por atropelamento que causou morte

Filho do empresário Eike Batista foi denunciado pelo crime de homicídio culposo (quando não há intenção de matar)

iG Rio de Janeiro |

Pablo Jacob/Agência O Globo
Thor Batista foi acusado de homicídio culposo, segundo o MP
O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro denunciou à Justiça nesta quarta-feira (16) o filho do empresário Eike Batista, Thor Batista, pelo atropelamento que causou a morte de um clclista na rodovia Washington Luís, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ocorrido em março.

Thor foi denunciado pelo crime de homicídio culposo (quando não há intenção de matar). A Promotoria também requereu à Justiça a suspensão do direito dele de dirigir. Caso seja condenado, o filho de Eike poderá pegar entre dois a quatro anos de prisão.

Leia também : Thor Batista é indiciado por homicídio culposo

De acordo com laudo feito pelo Departamento Geral de Polícia Técnico-Científica, Thor Batista dirigia sua Mercedes-Benz SLR McLaren a 135 km/h quando atropelou Wanderson Pereira dos Santos, de 30 anos. A velocidade máxima permitida para veículo de passeio na rodovia no trecho em que houve o acidente é de 110 km/h. Segundo o laudo, a conclusão foi obtida “com base na aplicação de leis físicas oriundas da mecânica newtoniana”.

Leia também : Advogados de Thor Batista contestam veracidade do laudo

Em nota enviada à imprensa na noite de hoje, os advogados de Thor Batista, Marcio Thomaz Bastos e Celso Vilardi, apesar de não terem tido acesso denúncia à do Ministério Público, afirmaram considerar que a abertura de um processo penal é um equívoco e que comprovarão a inocência do cliente.

No comunicado, a defesa voltou a contestar o método utilizado pela perícia para calcular a velocidade do carro de Thor no momento do acidente.

"A assertiva de dois peritos a propósito da velocidade empreendida pelo carro dirigido por Thor Batista, “com base em leis físicas oriundas da mecânica newtoniana”, é inaceitável e causa indignação, uma vez que desacompanhada de qualquer método ou cálculo explicativo. Da forma como lançada no documento, a velocidade é uma afirmação que se traduz em peça de ficção científica, sendo impossível compreender, inclusive, como os peritos chegaram ao resultado".

Na nota, a defesa informou ainda que um laudo particular, que levou em conta os mesmos dados do oficial, indicou que o carro estava entre 87,1 e 104,4 km/h e que confia no arquivamento do inquérito.

"Não bastasse, laudo particular, levando em conta os mesmos dados contemplados no laudo oficial, determina que o carro estava entre 87,1 e 104,4 Km/h e explica que só há um método confiável, de acordo com toda a doutrina que trata o tema, para efetuar a estimativa: o método de Sirle, que leva em consideração a distância entre o corpo da vítima e o local do acidente. A partir desses dados, o referido laudo percorre um caminho absolutamente científico e lógico-causal para chegar a tal conclusão.  Desta forma, confiamos no arquivamento do inquérito policial, tendo em vista que Thor Batista não deu causa ao trágico acidente", diz o comunicado.

Leia também : 'Você matou uma pessoa', disse testemunha a Thor Batista

Rele mbre o caso

Thor Batista atropelou na noite do dia 17 de março o ciclista Wanderson Pereira dos Santos na rodovia Washington Luís, na altura do km 101.

Leia também : "Mesmo convicto de minha inocência, vou ajudar a família do Wanderson", diz Thor

O filho de Eike Batista estava acompanhado de um amigo no momento do atropelamento. Policiais rodoviários federais realizaram o teste do bafômetro em Thor, mas o resultado foi negativo. A documentação do Mercedes SLR McLaren também foi checada pelos agentes e estava em dia.

Na ocasião, a assessoria de imprensa do Grupo EBX, de Eike Batista, chegou a enviar uma nota à imprensa informando que a vítima atravessava a rodovia e Thor dirigia dentro da velocidade permitida.

Dia depois, a Polícia Civil divulgou que o laudo de exame toxicológico indiciou a presença de álcool no sangue de Wanderson. Para o delegado responsável pelas investigações, a hipótese mais provável é de que o ciclista trafegava pelo meio da pista quando foi atropelado.

No início de maio, o nome de Thor voltou aos noticiários depois que sua Ferrari foi apreendida em uma blitz por estar sem a placa dianteira. O veículo só possuía identificação traseira, o que configura irregularidade para o Detran.

    Leia tudo sobre: acidentethor batistaeike batista

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG