Milícia faturava mensalmente R$ 200 mil com agiotagem e TV a cabo ilegal

Grupo chamado Liga da Justiça tem negócios ilegais na zona oeste do Rio. Polícia deflagrou operação para reprimí-los

iG Rio de Janeiro |

Apontada como a maior milícia do Rio de Janeiro, a Liga da Justiça, faturava mensalmente mais de R$ 200 mil com escritórios de agiotagem e centrais de TV a cabo clandestina (gatonet), na zona oeste da capital, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (16) pela Secretaria de Segurança Pública.

A Liga da Justiça tem como chefe o ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, atualmente preso. Nas ruas, o principal nome é o ex-policial Toni Ângelo, conhecido como Erótico.

Hoje, cerca de 200 agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Secretaria de Segurança, do setor de Inteligência e da Corregedoria da Polícia Militar com o apoio do Batalhão de Choque deflagram a deflagraram a operação Prelúdio para combater os negócios do grupo paramilitar.

A quadrilha, de acordo com as investigações, cobra juros de até 70% sobre valores que emprestam a pessoas necessitadas, bem como oferecem canais de TV a cabo por valores que variam de R$ 30 a R$ 100.

Na cobrança dos juros impostos e das mensalidades relativas à “gatonet”, os milicianos se utilizam de ameaças, constrangimentos ilegais, lesões corporais,extorsões, torturas e homicídios.

A Justiça expediu mandados de busca e apreensão dirigidos a esses escritórios de agiotagem e centrais de “gatonet”. Todos os mandados se referem a escritórios explorados pela Liga da Justiça.

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