PM prende irmão de laranja de Nem e baleia traficante na Rocinha

Fábio Barros de Oliveira, irmão de Feijão, era gerente do tráfico na favela. Rafael Silva, o Canguru, foi detido após ser baleado

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

Domingos Peixoto / Agência O Globo
PM joga spray de pimenta em cachorro neste domingo, após tiroteio
O fim de semana foi de intensas operações policiais na Rocinha. Na sexta-feira (4), a Polícia Militar, com prisões e tiroteios entre agentes de segurança e criminosos na maior favela do País .

Na noite de sexta-feira, a PM fez a prisão de um importante integrante da quadrilha de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, preso em novembro . Fábio Barros da Silva era apontado pela Polícia Civil e o Ministério Público como “contador” e gerente de “bocas-de-fumo” de Nem na Rocinha, como ficou demonstrado em interceptações telefônicas feitas pela polícia.

Leia mais: Conheça quem é quem na quadrilha de Nem da Rocinha

Fábio é irmão de Vanderlan Barros da Silva, o Feijão, líder comunitário assassinado em 26 de março na Rocinha . Feijão era apontado como o lavador de dinheiro do tráfico, de Nem e de sua família – tendo pago despesas de . Atuando como tesoureiro do crime, ele abriu ao menos duas empresas para pagar despesas da quadrilha e da família de Nem.

Líder da Rocinha, Feijão é denunciado como lavador de dinheiro do tráfico

Reprodução da internet
Feijão, apontado pelo MP e pela polícia como "laranja" de Nem, foi morto em março. Nesta sexta, seu irmão foi preso
Feijão também emprestava ao irmão e a outros membros do bando oito linhas de telefone em seu nome.
A PM deteve Fábio enquanto fazia patrulhamento no Largo do Boiadeiro, antigo reduto de traficantes.

Três episódios que demonstram a importância dele para o que resta da quadrilha na Rocinha marcaram a prisão de Fábio.

Para tentar se livrar da prisão – tendo em vista os mandados de prisão –, Fábio apresentou um documento de identidade falso, em nome de Tiago da Costa. Segundo a polícia, houve ainda um princípio de tumulto após a prisão dele, que tinha três mandados de prisão pendentes. Teria havido inclusive ofertas de R$ 50 mil aos PMs para que ele não fosse levado para a 14ª DP (Leblon), onde foi autuado.

Tiroteio contra bandidos de fuzil

Na madrugada de domingo (6), o traficante Rafael Monteiro da Silva, o Canguru, foi atingido por um tiro em um dos braços, por PMs que faziam patrulhamento, por volta das 5h, na Rua 2. A equipe policial ficou frente a frente com quatro homens armados com fuzis subindo a favela. Houve tiroteio e o grupo conseguiu escapar.

Mas os agentes conseguiram localizar Canguru em uma casa, pelo rastro de sangue deixado. Ele portava uma pistola calibre .40, e foi levado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea.

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