Celular no bolso salva médico após disparos no centro do Rio

Telefone desviou bala que atingiria o peito da vítima

iG Rio de Janeiro |

Paulo Nicolella/Agência O Globo
Celular que estava no bolso da camisa do médico desviou tiro que atingiria seu peito
Um celular no bolso da camisa salvou um médico na manhã de quarta-feira (17) no centro do Rio de Janeiro. O homem foi uma das três pessoas feridas pelos tiros efetuados por um vigilante no terminal rodoviário da Praça 15, após uma crise de ciúmes. O telefone desviou a bala que atingiria o peito da vítima.

Leia também: Homem tem crise de ciúmes e atira em três pessoas no Rio

De acordo com a 1ª DP (Praça Mauá), que registrou o caso, a confusão começou na Baixada Fluminense, quando o vigilante entrou com a amante em um ônibus que faz o trajeto Nova Iguaçu – Praça 15. O motorista do coletivo teria dado um panfleto à mulher, despertando os ciúmes do vigilante e gerando uma discussão.

Em seu depoimento, o suspeito relatou que o motorista disse a sua amante que ela entregasse o panfleto ao marido. A atitude teria sido recebida como uma provocação. O motorista disse à polícia que o panfleto era o anúncio da empresa de um amigo. Ele contou que achava que o vigilante e a amante fossem marido e mulher.

No ponto final, a discussão reiniciou. Ao descer do ônibus, o vigilante foi tirar satisfações com o motorista e, no meio da briga, efetuou três disparos com um revólver, gerando correria no local. O motorista, uma vendedora e o médico foram atingidos de raspão, sendo que esse último escapou de algo mais grave graças ao celular.

Segundo a polícia, o vigilante tinha anotações em sua ficha criminal por maus tratos, furto qualificado e homicídio culposo. Ele vai responder por três tentativas de homicídio, sendo duas por erro de execução. A pena pode chegar a 20 anos de prisão.

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