Apesar da operação padrão, situação é tranquila no aeroporto Tom Jobim, no Rio

Segundo sindicalista, não há risco de os passageiros perderem os voos. Agentes protestam contra terceirização de serviços na PF

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

Fabrizia Granatieri
Filas corriqueiras no aeroporto do Galeão na tarde desta quinta-feira
A situação é tranquila no aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (19) apesar da operação padrão feita pela PF (Polícia Federal). Os passageiros enfrentam filas de cerca de 100 metros para poderem embarcar enquanto têm seus documentos checados pelos agentes.

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"Não é a primeira vez que enfrento fila no aeroporto. Essa fila não é das maiores. Já tive que esperar cinco horas para conseguir embarcar", disse a pedagoga Carla Oliveira.

O presidente do Sindicato dos Servidores da PF no Rio, Telmo Correa, afirmou que a intenção dos policiais não era fazer uma paralisação ou prejudicar os horários dos voos no aeroporto.

"Esse é um movimento nacional em aeroportos com postos de imigração. Estamos apenas protestando contra a terceirização do nosso trabalho", disse Telmo, acrescentando que há cerca de 3.000 terceirizados em todo país, sendo cerca de 150 no Rio de Janeiro.

"A operação padrão é para checagem de documentação e identificação de objetos de valor nas bagagens dos passageiros. Não há qualquer risco deles perderem os voos. Estamos fazendo de tudo para evitar transtornos", disse Telmo.

Fabrizia Granatieri
Cartaz indicando a operação padrão no aeroporto Tom Jobim

Além do protesto contra a terceirização, a categoria exige ainda a recomposição salarial de 42% referente a perda inflacionária, pagamento de horas extras e adicional noturno.

Apessar de uma placa informar aos passageiros sobre a operação padrão no setor de embarque, muitos foram pegos de surpresa, como é o caso da advogada Ingrid Barbosa.

"Estou indo para um concurso de direito internacional penal na Holanda e não fazia ideia de que iria pegar essa fila. É um desrespeito com o passageiro mas também é preciso olhar pelos trabalhadores. Espero que dê tempo de pegar o voo", declarou.

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