Favelas do Rio vão ganhar escadas rolantes para facilitar acesso

Projeto é inspirado no já existente na Comuna 13, em Medellín, na Colômbia

iG Rio de Janeiro |

Marino Azevedo
Escada rolante na Comuna 13: Percurso de 384 metros dura cinco minutos na favela de Medellín
As favelas do Rio de Janeiro vão ganhar escadas rolantes para facilitar o acesso e o deslocamento de seus moradores. A promessa foi feita na segunda-feira (16) pelo governador Sérgio Cabral , durante uma visita a Medellín, na Colômbia. O projeto fluminense será inspirado no já existente na cidade colombiana, na favela Comuna 13 .

Relembre: Favela de Medellín ganha escada rolante de 384 metros

Marino Azevedo
Cabral na Colômbia: Projeto das escadas rolantes vai ser implantado em favelas com UPPs
Em Medellín, a escada rolante é dividida em seis partes e percorre 384 metros. Com o equipamento, que custou US$ 7 milhões, o percurso dura cinco minutos. Antes, os cerca de 135 mil moradores da Comuna 13 levavam meia hora para subir o equivalente a um prédio de 30 andares. O trajeto é gratuito.

“Vamos levar para o Rio esta experiência das escadas rolantes combinadas com mobilidade urbana. A nossa intenção é associá-las com intervenções que facilitem o ir e vir da população”, disse Cabral, informando que alguns estudos já estão sendo feitos e devem ser concluídos nos próximos meses.

De acordo com o governador, o projeto das escadas rolantes será implantado nas favelas com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), como Rocinha , Mangueira e os complexos da Penha e Tijuca. Para Cabral, a iniciativa representa uma solução de mobilidade barata, uma vez que não precisará importar a tecnologia para fabricar os equipamentos. “O Brasil é fabricante de escadas rolantes, já a Colômbia teve que importar a tecnologia do Japão”, disse.

Inspiração colombiana

O projeto das escadas rolantes não será o primeiro inspirado em soluções para favelas colombianas. Em 2007, Cabral esteve em Medellín e foi apresentado a iniciativas que foram implantadas no Rio, como o teleférico do Complexo do Alemão e a biblioteca-parque de Manguinhos .

As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) também foram inspiradas, e depois adaptadas à realidade do Rio, na política de segurança da cidade colombiana, que enfrentava problemas semelhantes ao do Estado do Rio no combate à violência e ao tráfico de drogas.

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