Rio vai criar grupo de trabalho para divulgar informações sobre nova gripe

RIO DE JANEIRO - Um grupo de trabalho formado por secretarias e empresas públicas deve ser criado nesta terça-feira, por meio de decreto, pelo governo estadual e pela prefeitura do Rio, para orientar a população sobre formas de evitar a nova gripe, conhecida antes como gripe suína. A idéia é usar órgãos de governo como a Companhia de Águas e Esgotos (Cedae) e as escolas e informar sobre as formas mais simples de proteção, como lavar sempre as mãos e proteger a boca ao tossir, por exemplo. Depois, empresas privadas deverão ser convidadas para participar da campanha.

Agência Brasil |

O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, anunciou a medida nesta segunda, após reunião com o governador Sérgio Cabral e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, além de vários secretários. Na última semana, foi criado um gabinete de emergência para ações preventivas.

Para escolas, por exemplo, vamos elaborar um manual para que os professores orientem os alunos a lavar as mãos e colocar a mão à frente [da boca] quando forem tossir. [São] medidas para proteger da Influenza tipo A e de qualquer tipo de infecção, destacou Côrtes.

Em entrevista à imprensa, o secretário afirmou que prepara um plano de contingência e informou que a rede de vigilância sanitária está preparada para conter a doença. Tudo o que estamos fazendo é para prevenir. Não há nenhum caso, reforçou.

Para evitar o constrangimento de pacientes e o alarde desnecessário, Cortes informou também que os nomes de pacientes monitorados ou com suspeita da influenza, bem como os dos hospitais onde estão internados, não serão divulgados.

Estimativas mostram que perdem-se 30% da força de trabalho em uma epidemia. Isso porque os profissionais estão tomando conta de alguém em casa ou porque têm medo de ser contaminados. Estamos informando a cidade, mas não vamos causar alarde, ressaltou.

Com o objetivo de esclarecer a população, Côrtes também revelou que vai solicitar ao Ministério da Saúde mudanças na divulgação dos boletins sobre os casos suspeitos no país, com esclarecimentos sobre a exclusão e a inclusão de números nas listas. Hoje estou com três casos suspeitos. Vamos supor que, ainda hoje, o ministério descarte um caso e entre coloque outro. Continuarei com três pacientes suspeitos, mas não [será] necessariamente o mesmo caso, explicou.

De acordo com o último boletim do ministério, o Rio tem três dos 25 casos suspeitos em todo o país e mais três monitorados, de um total de 36.

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