Rio usa cartilha de guerra para proteger postos de saúde

Tiroteios, invasões, ameaças a profissionais de saúde, assaltos e restrição de abertura de postos. Essas foram as ocorrências registradas pelas unidades de saúde do Rio de Janeiro, listadas em um relatório da Secretaria Municipal de Saúde, divulgado hoje pelo prefeito da cidade, Cesar Maia (DEM).

Agência Estado |

Preocupada com as condições de trabalho de médicos, enfermeiros e auxiliares, a organização internacional Médicos Sem Fronteiras elaborou um Manual de Segurança, utilizado em áreas de conflitos em todo o mundo.

No relatório, são listadas 75 ocorrências graves ocorridas entre 2007 e 2008. A maioria relata tiroteios no entorno de hospitais e postos de saúde que levaram ao fechamento das unidades. Entre os casos mais graves está o do posto de saúde Mário Rodrigues Cid, em Campo Grande, na zona oeste. Bandidos invadiram a unidade e mataram um paciente em fevereiro deste ano. A região é dominada por milícias.

Dado o cotidiano violento em torno das unidades da prefeitura, a secretaria está distribuindo para os funcionários do Programa de Saúde da Família (PSF) uma cartilha elaborada pelos Médicos Sem Fronteiras. O programa, que recebe recursos federais, está localizado em bairros carentes, justamente os mais expostos à violência de traficantes e milícias.

Com a experiência de treinar profissionais em áreas de conflito em todo o mundo, a organização recomenda a adoção de rígidas regras de segurança, estabelecidas por comissões eleitas entre os funcionários. Entre as sugestões está evitar o trabalho das equipes após o anoitecer.

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