Rio usa câmeras de rua na caça a assassino de vereador

A polícia tenta por meio de imagens de câmeras de vigilância identificar o carro usado pelos assassinos do vereador Alberto Salles (PSC), morto ontem ao ser atingido por três tiros em seu veículo, que foi fechado na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. As imagens da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) e de uma empresa particular, cuja câmera focaliza a avenida onde ocorreu o crime, foram solicitadas pelo delegado-titular da 16ª Delegacia de Polícia (DP), Carlos Augusto Nogueira Pinto.

Agência Estado |

Hoje, o delegado disse que "não iria falar para evitar danos à investigação".

Apesar de o vereador ter registrado denúncia na Polícia Federal (PF) no dia 31 de julho contra traficantes da Favela Mundial, na Pavuna, zona norte da capital fluminense, por ameaças durante a campanha eleitoral, e de seu segurança Marcelo Silva ter sido baleado no mês seguinte, os investigadores apuram se a morte está ligada as outras atividades de Salles, que era sócio da empresa Globo Construções e Terraplanagem. Apesar de confirmar que receberam as denúncias do político, tanto o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) como a PF informaram que ele não requisitou proteção policial.

Após o enterro de Salles, os vereadores evitaram hoje especular sobre as possíveis motivações para o assassinato. "Precisamos ter cuidado com as pessoas que cercam o mundo político. Às vezes pensamos que estamos do lado de uma pessoa boa e não estamos", disse o vereador Stepan Nercessian (PPS), que criticou a falta de policiamento nas ruas da cidade. A mãe e a ex-mulher, acompanhada do único filho do político, compareceram ao sepultamento, mas não quiseram dar declarações.

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