O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, anunciou nesta segunda-feira que mais nove Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) serão inauguradas na capital fluminense até o final de 2010. De acordo com ele, as comunidades que serão ocupadas estão localizadas no centro e na zona norte do Rio, sem informar especificamente quais são. Nesta segunda-feira, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) iniciou a instalação da primeira delas no http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/03/22/bope+ocupa+morro+da+providencia+para+implantar+upp+9435593.html target=_blankMorro da Providência, no centro do Rio.

A ocupação dessas áreas já está planejada e a previsão é inaugurar nove UPPs até dezembro, garantiu Beltrame. Esse programa é da sociedade e vamos entregar para ela. A polícia chegou e vai ficar. Essa é uma política de Estado, não de governo.

Para o secretário de Segurança, a prometida ocupação de morros da Tijuca irá acontecer em breve. A chegada da UPP à zona norte do Rio, a princípio, aconteceria este mês, mas a polícia pacificadora instalou-se primeiro no centro do Rio, com o Morro da Providência, a primeira favela da cidade ¿ ela foi fundada entre o final do século 19 e o início do 20.

A cidade se prepara para a revitalização do porto. Não podemos ter aquela área sem a polícia pacificadora. A ocupação dessa região estava planejada. Já pensávamos na revitalização do centro do Rio e, principalmente, da Central do Brasil. Por ali, passam diariamente cerca de 600 mil pessoas, informou. A Tijuca vai ser ocupada, conforme prometido. Não houve nenhum desvio de planejamento, completou o secretário.

Para o projeto de nove UPPs até o final de 2010, a corporação irá contar com mais 2.900 policiais militares recém-formados. Segundo a PM, mil soldados irão se formar em abril, 400 em maio e mais 1.500 em julho.

Com as novas ocupações, o Rio irá contar no total com 15 UPPs. Atualmente, contam com a polícia pacificadora as favelas Dona Marta, Jardim Batam, Cidade de Deus, Chapéu Mangueira-Babilônia, Cantagalo-Pavão Pavãozinho e Ladeira dos Tabarajaras. De acordo com a secretaria estadual de Segurança Pública, as 15 UPPs utilizarão um efetivo de 3.850 policiais e irão beneficiar a vida de aproximadamente 210 mil moradores de 59 comunidades.

Críticas

Na última semana, três policiais pertencentes à Unidade de Polícia Pacificadora do Cantagalo-Pavão Pavãozinho foram presos cometendo crimes. Dois agentes foram detidos ao tentarem invadir uma casa na zona oeste do Rio e outro foi preso ao tentar arrombar com comparsas uma agência bancária no município de Niterói, na Região Metropolitana. Para Beltrame, os fatos são preocupantes, mas não mancham o trabalho da polícia pacificadora.

Temos problemas com policiais como temos problemas em qualquer atividade humana. Em um ano e meio tivemos dois casos ligados à UPP. É triste, mas não afeta diretamente aquilo que se busca, avaliou, completando que alguns filtros, como a questão curricular e vida social, estão mais rigorosos para os próximos formandos. Tal medida visa a evitar novos casos de desvio de conduta.

Futuro

De acordo com Beltrame, ocupações de comunidades mais complicadas, como os complexos do Alemão e de Manguinhos, estão no planejamento da secretaria. As datas, entanto, não foram fixadas. Para o secretário, questões como a dimensão territorial e a localização são avaliadas, mas não são tratadas como empecilhos.

Nós sabemos onde queremos chegar e vamos chegar ao Alemão. Sabemos que a região é complicada, mas temos que cumprir nosso projeto e mostrar os resultados para a sociedade, afirmou o secretário.

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