Rio tem 9 mortes por H1N1; Minas cancela aulas

RIO (Reuters) - O número de vítimas da gripe H1N1 no Rio de Janeiro subiu de cinco para nove nesta sexta-feira. Em Minas Gerais, o governo estadual também decidiu adiar a volta às aulas da rede pública, para frear a disseminação do novo vírus. Nesta sexta-feira, o Ministério da Saúde divulgou balanço sobre a nova gripe no país. Segundo a pasta, até o dia 29 de julho, foram confirmadas 56 mortes pela doença no Brasil.

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Até essa data, 27 mortes foram registradas em São Paulo, 19 no Rio Grande do Sul, cinco no Rio de Janeiro, quatro no Paraná e uma na Paraíba. Os óbitos registrados desde quarta-feira não foram contabilizados pelo Ministério.

No Rio de Janeiro, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou mais quatro mortes -- uma grávida de 24 anos, um menino de 9 anos, um adolescente de 14 anos e um homem de 31 anos.

"Gestação, cardiopatias e hipertensão são os fatores de risco mais frequentes entre os pacientes graves por Influenza A (H1N1) que evoluem a óbito", informou o boletim.

Entre as 57 mortes confirmadas até o dia 29, 36 foram de mulheres, e nove eram gestantes.

"Quem tem pelo menos um fator de risco tem 3,46 vezes mais risco de óbito", afirma o documento.

Até 25 de julho, foram confirmados 1.958 casos de gripe H1N1 no país. O único Estado sem registro de casos é Roraima.

Em Minas Gerais, a Secretaria Estadual da Educação adiou para 10 de agosto a volta às aulas da rede estadual. São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal já haviam cancelado o retorno às atividades, afetando mais de 12 milhões de alunos.

DISTRIBUIÇÃO DE REMÉDIOS

Nesta sexta-feira, o Rio de Janeiro começou a distribuir um medicamento genérico do antiviral Tamiflu, produzido pelo laboratório da Fundação Oswaldo Cruz, utilizado no tratamento de pessoas infectadas pela nova gripe. Inicialmente, 5.000 doses do fosfato de osetalmivir serão entregues no Estado.

"Se o paciente estiver com uma receita com cópia assinada e carimbada por um médico... poderá receber o medicamento", disse a jornalistas o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes.

O secretário acrescentou que o Estado receberá mais 10.000 tratamentos para a doença na próxima semana.

"Queremos garantir que o medicamento seja ministrado aos pacientes nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas", afirmou Cortês. De acordo com ele, a distribuição será feita em quartéis do Corpo de Bombeiros.

Pelo menos 57 grávidas ainda estão internadas no Estado com suspeita de terem contraído a doença, das quais sete estão em estado grave, de acordo com a secretaria.

(Por Rodrigo Viga Gaier no Rio de Janeiro e Hugo Bachega em São Paulo)

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