Rio reduz número de tendas de atendimento da dengue

Mais de 30 mil atendimentos a pacientes com dengue foram feitos em 8 tendas de hidratação inauguradas pela Secretaria Estadual de Saúde no auge da epidemia que matou pelo menos 106 pessoas desde 1º de janeiro. Mais de 130 mil pessoas foram contaminadas pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti este ano.

Agência Estado |

Mas, desde a semana passada, a secretaria começou a desmobilizar os recursos instalados para ajudar no tratamento de doentes. "Ainda temos casos de dengue, principalmente na Baixada Fluminense e na zona oeste do Rio. Mas as tendas que estão sendo fechadas tiveram grande redução do atendimento", disse o secretário Sérgio Côrtes.

A auxiliar de transportes Clotilde de Souza, de 42 anos, levou ontem o filho Marvin, de 16 anos, à tenda da Gávea, zona sul, que atende pacientes direcionados pelo vizinho Hospital Miguel Couto. O adolescente foi um dos últimos a ser atendidos naquele centro de hidratação, fechado no início da noite.

"Mesmo todo mundo dizendo que a dengue acabou, ainda tem gente contraindo a doença. Meu filho começou a ter os sintomas na quinta-feira passada e sábado fomos atendidos no Miguel Couto e encaminhados para tratamento na tenda, porque as plaquetas caíram um pouco. Viemos hoje (ontem) para fazer revisão", contou Clotilde, moradora de Copacabana, zona sul.

Na próxima segunda-feira, o centro de hidratação da Penha também vai ser desativado, mas a estrutura não será desmontada, já que o espaço passará a ser administrado pelo Hospital Estadual Getúlio Vargas (ao lado da tenda) e vai funcionar como apoio ao Serviço de Pronto-Atendimento (SPA).

Segundo Côrtes, as tendas serão fechadas aos poucos. "As pessoas continuarão tendo esse tipo de atendimento", garantiu. "A nossa tranqüilidade hoje é dizer que conseguimos organizar o sistema de saúde levando pacientes que ficavam às vezes oito horas em filas sem atendimento, para tendas onde eram tratados rapidamente", comemorou Côrtes. Ontem, por causa de uma 'pane no sistema', segundo a assessoria de imprensa do órgão, não foi feita a atualização semanal dos dados da doença no Estado. 

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