Rio Preto-SP terá centro de alta tecnologia na área cardíaca

A cidade de São José do Rio Preto (400 km ao norte de São Paulo) vai ganhar um novo Parque Tecnológico para atender pessoas com problemas cardíacos. Na cidade de 400 mil habitantes, por iniciativa de um pequeno grupo de médicos, surgiu em 1966 o segundo pólo de cardiologia do Estado.

Agência Estado |

Iniciativa semelhante, protagonizada por algumas das mesmas pessoas, está criando o único centro de alta tecnologia do País voltado para a área biomédica - de tratamento e produtos.

“É uma espécie de Embraer do coração”, sustenta Domingo Braile, cirurgião fundador das duas corporações em torno das quais o parque está sendo planejado, a Braile Biomédica e o Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC). “O que deu sentido à indústria aeronáutica brasileira foi a busca da excelência. É exatamente isso que procuramos fazer.”

A peculiaridade do processo é que quase tudo corre por conta da iniciativa privada. O Estado - e em porção maior o município - participam na condição de agências de fomento: oferecem a infra-estrutura e cuidam das facilidades de apoio, como transporte, energia ou meios de ocupação. Os fatores de atração servem para motivar as empresas, que têm acesso aos lotes do parque por meio de uma concorrência. Nas propostas, são considerados fatores ambientais, criação de conhecimento original, novos empregos, possibilidades de mercado e integração ao conjunto produtivo.

Funcionam em São José do Rio Preto 630 empresas médicas - uma para cada 634 habitantes. A cidade é rica: é a 17ª do País em fortunas pessoais, a 2ª em longevidade e a 3ª em escolaridade. Na rede de hospitais, quase toda sustentada por contratos do Sistema Único de Saúde (SUS), é possível fazer transplantes de órgãos e todos os procedimentos cardiovasculares ou de caráter experimental, como as terapias que utilizam células-tronco.

É de Rio Preto que saem válvulas cardíacas feitas com o pericárdio bovino, tecido que envolve o coração do boi, para 25 países - algo em torno de 162 unidades por mês para clínicas da União Européia, Leste Europeu, Oriente Médio, Ásia, Indochina e América Latina. O fabricante é a Braile Biomédica. Desde 1977 foram produzidas 58.494 unidades desse tipo e mais 37.094 extraídas do músculo cardíaco de porcos.

O parque vai ocupar uma gleba de 250 alqueires. No local está o Instituto Penal Agrícola, que será transferido para o município de São Carlos até dezembro de 2009. O secretário estadual de Desenvolvimento e vice-governador, Alberto Goldman, tem conhecimento de que “os estudos de viabilidade do Parque Tecnológico de São José do Rio Preto estão em andamento, mas ainda não chegaram à secretaria”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

AE

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