O Rio Poti, no Piauí, baixou o nível e voltou ao leito normal, mas agora o Rio Parnaíba ameaça as famílias que moram em cidades ribeirinhas. O rio transbordou por causa das chuvas e a Defesa Civil da Prefeitura e do Estado retiraram as famílias das áreas de risco.

O Rio Parnaíba transbordou em Teresina, deixando a Avenida Maranhão, que margeia o rio, submersa. Várias residências em regiões mais baixa foram alagadas pelas águas do Rio Parnaíba.

Pelo menos 19 municípios do Piauí que ficam às margens do Parnaíba estão em estado de alerta por conta da cheia do rio. O controle de vazão é feito pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), mas a Barragem de Boa Esperança, no município de Guadalupe (a 345 km ao sul de Teresina), está no limite de sua capacidade.

A direção da Chesf informou aos prefeitos da calha do Parnaíba que iria liberar as comportas numa vazão de 1.800 metros cúbicos por segundo, o que poderia ocasionar alagamentos nas regiões ribeirinhas. Mesmo com esta liberação, a barragem ficou ainda com 98% da capacidade, porque recebe águas de afluentes e de chuvas. "Ao longo dos 40 anos de trabalho da Chesf, não temos histórico de em pleno mês de maio estarmos com uma vazão tão alta como essa. E continua chovendo bastante", afirmou o gerente regional de Operações da Chesf, Airton Feitosa.

O Rio Poti, que provocou alagamentos em vários municípios e, principalmente, em Teresina, deixando vários bairros submersos, baixou mais de um metro neste final de semana. Mas o Rio Parnaíba não para de subir. Há riscos de novas enchentes nas cidades, inclusive Teresina, porque a Chesf terá de liberar mais água da barragem.

As famílias começam a voltar para casa depois da redução do nível do Rio Poti. Várias famílias contabilizam os prejuízos. O governo do Estado e as prefeituras das cidades atingidas estão adotando o modelo do programa Família Acolhedora, realizado em Teresina desde 2004, onde uma família abriga outra e recebe R$ 150, cesta de alimento e material de limpeza da Prefeitura durante três meses. O objetivo é evitar que os desabrigados sejam alojados em escolas, prejudicando o ano letivo.

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