Rio onde está localizado o Porto de Manaus deve registrar menor nível desde que a medição começou a ser feita em 1903

Influência do clima castiga população ribeirinha de municípios banhados pelo rio negro, entre eles a capital do Amazonas
AE
Influência do clima castiga população ribeirinha de municípios banhados pelo rio negro, entre eles a capital do Amazonas
A estiagem deste ano no Amazonas está próxima de ser a maior da série histórica medida pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM). O rio Negro, que banha Manaus, mediu nesta sexta-feira 13,80 metros. O recorde da seca, registrado em 1963, com 13,64 metros, deverá ser batido neste fim de semana, mas precisamente no domingo, segundo previsão do órgão.

"Medi a maior cheia em 2009, e não tinha medido a do recorde anterior (1953), e vou medir a maior seca, e também não tinha medido em 1963", afirmou Valderino Pereira da Silva, que há 31 anos mede de segunda a sexta-feira o nível do rio em um porto de Manaus.

Segundo o CRPM, o rio Solimões já alcançou o menor nível da história nos principais pontos de medição. O rio Amazonas também já quebrou recorde com o menor nível registrado desde 1970, quando iniciou a medição.

Verba do governo

O governo federal autorizou a liberação de R$ 23 milhões para ajudar as cerca de 60 mil famílias dos 38 municípios em Estado de emergência por conta da estiagem. Segundo a portaria do Ministério da Integração Nacional publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União, o valor deve ser liberado em até 180 dias - quando o período da estiagem já estiver no fim. 

"Precisaríamos de mais agilidade porque estamos quase no final da estiagem, mas se ao menos chegar aos municípios já vamos comemorar. Porque depois da seca, precisamos avaliar os danos, desde os materiais, com perda de plantações, aos de saúde", avaliou o prefeito de Itamarati, a 980 quilômetros de Manaus, João Campelo, vice-presidente da Associação Amazonense dos Municípios. 

Segundo a assessoria do governo estadual, R$ 4 milhões já liberados pelo Estado estão sendo usados para enviar alimentos, produtos de higiene pessoal e medicamentos básicos aos municípios afetados pela seca. 

De acordo com a Defesa Civil Estadual, na noite desta quinta-feira, a área rural de Manaus e o município vizinho Manacapuru começaram a receber alimentos e remédios. Na próxima semana, 17 municípios do Baixo Amazonas e Solimões devem receber a ajuda.

*com informações da Agência Estado

Veja abaixo imagens de Manaus antes e depois da seca.

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