Rio Negro atinge menor nível em mais de 100 anos

Nível do Rio está em 13,63 metros, um centímetro menor que o recorde anterior registrado em 1963

iG São Paulo |

AE
Técnico de monitoramento do Porto de Manaus e responsável pela medição do nível de água do Rio Negro, Valderino Silva mostra instrumento usado para medição neste domingo
O Rio Negro bateu neste domingo o recorde de vazante (menor volume de água de um rio), segundo medição do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). O rio, que banha Manaus, mediu 13,63 metros, um centímetro a menos que o recorde da seca registrado em 1963, com 13,64 metros.

O recorde foi confirmado pelo encarregado do serviço hidrográfico do Porto da capital, Valderino Pereira da Silva.

Técnicos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) acompanharam a medição realizada neste domingo, data em que Manaus completa 341 anos, no terminal de contêineres do porto, área central da capital. Dos 62 municípios, pelo menos 40 já decretaram estado de emergência.

A Defesa Civil do Amazonas, em parceria com o Exército, usará helicópteros para prestar atendimento aos atingidos pela seca, com o envio de água potável e mantimentos.

A prioridade será o município de Tefé (a 516 quilômetros em linha reta de Manaus), onde comunidades estão totalmente isoladas. Mais de 62 mil famílias foram afetadas pela estiagem, segundo cálculos do governo do Amazonas.

Em 2009, o rio bateu o recorde da maior cheia da série histórica do CPRM. Em julho do ano passado, foi atingida a marca de 29,77 metros, ultrapassando os 29,69 metros da cheia de 1953. A medição é realizada desde 1902.

Veja abaixo imagens de Manaus antes e depois da seca.

Verba do governo

O governo federal autorizou a liberação de R$ 23 milhões para ajudar as cerca de 60 mil famílias dos 38 municípios em Estado de emergência por conta da estiagem. Segundo a portaria do Ministério da Integração Nacional publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União, o valor deve ser liberado em até 180 dias - quando o período da estiagem já estiver no fim.

null"Precisaríamos de mais agilidade porque estamos quase no final da estiagem, mas se ao menos chegar aos municípios já vamos comemorar. Porque depois da seca, precisamos avaliar os danos, desde os materiais, com perda de plantações, aos de saúde", avaliou o prefeito de Itamarati, a 980 quilômetros de Manaus, João Campelo, vice-presidente da Associação Amazonense dos Municípios.

Segundo a assessoria do governo estadual, R$ 4 milhões já liberados pelo Estado estão sendo usados para enviar alimentos, produtos de higiene pessoal e medicamentos básicos aos municípios afetados pela seca.

De acordo com a Defesa Civil Estadual, na noite desta quinta-feira, a área rural de Manaus e o município vizinho Manacapuru começaram a receber alimentos e remédios. Na próxima semana, 17 municípios do Baixo Amazonas e Solimões devem receber a ajuda.

*com informações da Agência Estado

    Leia tudo sobre: rio negrovazanterecorde

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG