Rio de Janeiro sediará Olimpíada de 2016

Eram 13h50 no Brasil, milhares de pessoas estavam reunidas em Copacabana, milhões assistiam pela tevê ao anúncio do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge. O Rio acabara de se tornar sede da Olimpíada de 2016, uma vitória histórica contra três potências mundiais.

Agência Estado |

Chicago, Tóquio e Madri ficaram para trás e tiveram de aplaudir a comitiva brasileira, algo impensável alguns anos atrás.

A Copa em 2014 e os Jogos em 2016 transformam o Brasil na capital esportiva mundial da próxima década e indicam, ao mesmo tempo, o crescimento econômico da nação, apesar dos muitos problemas políticos e sociais. A América do Sul tem a oportunidade, pela primeira vez em todos os tempos, de mostrar que pode organizar um grande evento sem dever nada a europeus, norte-americanos e asiáticos, já acostumados a essas grandes festas.

Barack Obama foi até Copenhague para fortalecer a candidatura de Chicago, cidade onde fez a carreira política, mas, no retorno aos Estados Unidos, foi informado de que sua candidata terminou em quarto e último lugar na fase final da disputa, uma decepção para quem havia entrado na briga com amplo favoritismo.

A comemoração ficou, mesmo, para Luiz Inácio Lula da Silva, uma figura carismática que teve papel decisivo na vitória brasileira. Os rivais pareciam menosprezar a força do País sul-americano. Espanhóis diziam se tratar da pior candidata e americanos falavam da impossibilidade de receber Copa e Olimpíada em espaço tão curto de tempo. No fim, o Brasil deu de goleada nos adversários, como se diz no futebol, o esporte predileto de Lula: 66 a 32 contra Madri na finalíssima.

Os brasileiros haviam se candidato para ser sede olímpica dos Jogos de 2000, com Brasília, e 2004 e 2012, com o Rio. Nas três vezes, caíram precocemente com projetos que não agradaram ao COI e chegaram a ser considerados amadores.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG