RIO DE JANEIRO ¿ A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vai votar na próxima terça-feira (01), em sessão extraordinária, o projeto de lei que busca transformar o funk em movimento cultural e musical de caráter popular. Na ocasião, também será votada a revogação da lei que estabelece regras para a realização de eventos de música eletrônica, raves e bailes funk.

Érica Ramalho

Deputados decidem levar à votação temas ligados ao funk na Assembléia do Rio

Nesta terça-feira, a secretária estadual de Educação, Tereza Porto, afirmou que o governo pretende dar ao movimento um caráter pedagógico e, com isso, levá-lo para as escolas estaduais.

Através do funk, vamos estar mais próximos dos nossos alunos. As letras podem ser usadas de forma positiva, abordando temas importantes, declarou Tereza.

Para o antropólogo Hermano Vianna, a decisão de levar esses temas para votação é importante não só para o funk, mas para toda a cultura do Rio de Janeiro.

O funk precisa deixar de ser visto como caso de polícia e essa lei confusa e contraditória que inviabiliza a realização dos bailes nas favelas precisa ser revogada. O funk tem a capacidade de se tornar um condutor da paz na cidade, e essa chance não pode ser desperdiçada, alertou Vianna.

O deputado federal Chico Alencar (PSol-RJ) afirmou que vai apresentar na Câmara Federal, em Brasília, um projeto de lei para definir o funk como manifestação cultural.

É preciso reconhecer que ali há uma manifestação cultural que, crescentemente, envolve milhões de jovens no Brasil inteiro. É um canto, uma expressão e uma demanda, como foi o samba e a capoeira, que também já sofreram perseguições, lembrou Alencar.

Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, realizada no ano passado, mostra que o funk gera R$ 10 milhões mensalmente e milhares de empregos.

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