Rio dá início às obras do Arco Metropolitano

RIO DE JANEIRO ¿ O governador Sérgio Cabral deu início, nesta quinta-feira, às obras de construção do Arco Metropolitano, obra considerada estratégica para o desenvolvimento da região sudeste. O projeto foi elaborado há cerca de 30 anos e faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, com orçamento em cerca de R$ 800 milhões.

Redação |

Segundo os engenheiros do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o Arco permitirá a exploração do potencial do Porto de Itaguaí e criará uma alternativa de desenvolvimento social e econômico, uma vez que induz novos empreendimentos na região.

Depois de autorizada a licença ambiental, na semana passada, pela Comissão Estadual de Controle Ambiental e pela Feema, os funcionários do DER iniciaram a montagem do canteiro de obras. Os trabalhos irão se estender por 145 quilômetros, sendo um trecho virgem a implantar (76 km), dois trechos a serem duplicados (47 km) e um trecho sob regime de concessão (22 km).

Essa é uma estrada de suma importância para o desenvolvimento de nosso Estado, já que irá integrar inúmeros grandes complexos industriais e transformar a região da Baixada Fluminense em uma grande área de logística. O Arco Metropolitano vai impulsionar ainda o Porto de Itaguaí e o Porto do Rio, afirmou o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão.

Integração metropolitana

O Arco Metropolitano irá atravessar os municípios de Itaboraí, Guapimirim, Magé, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, Seropédica e Itaguaí. O primeiro segmento da via, a ser duplicado pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), compreende um trecho da BR-493 de 25 quilômetros, que vai do entroncamento da BR-101, em Manilha, ao entroncamento com a BR-116, em Santa Guilhermina.

O segundo segmento, já pronto, é de responsabilidade da concessionária. Trata-se do trecho da BR-116, com 22 quilômetros, que vai do entroncamento com a BR-040 em Saracuruna, Duque de Caxias, ao entroncamento com a BR-493, em Santa Guilhermina.

O terceiro segmento, o maior de todos, com 70,9 quilômetros , será construído pelo Estado. O trecho vai do entroncamento da BR-040 (Rio-Juiz de Fora), em Duque de Caxias, ao acesso ao Porto de Itaguaí, na BR-101, cortando as rodovias BR-040, BR-465 (antiga Rio-São Paulo), BR-116 (Via Dutra) e BR-101 (Rio-Santos).

O último trecho, de 22 quilômetros, fica na BR-101 (Rio-Santos) e está sendo duplicado pelo Governo Federal. Este vai de Itacuruçá à Avenida Brasil (altura de Santa Cruz, Zona Oeste do Rio).

A RJ-109, projetada pelo DER, constitui a principal ligação complementar do anel rodoviário. A rodovia é um dos mais importantes trechos viários do Rio de Janeiro, ligando o município de Duque de Caxias a Sepetiba. O projeto será ainda constituído por uma rodovia em pista dupla que interligará as rodovias federais BR-101, 116, 465, 040, 116 e 101, facilitando o trânsito entre o Rio e os estados de São Paulo, Espírito Santos, Minas Gerais e Bahia.

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