Ricardo Kotscho volta para a internet

SÃO PAULO ¿ Um dos nomes mais importantes do jornalismo brasileiro, Ricardo Kotscho, de 60 anos, é o mais novo colunista e repórter especial do iG. Com 44 anos de carreira, Kotscho tem no seu currículo quatro prêmios Esso e passagens pelas redações dos principais jornais, revistas, e redes de televisão do País, além de já ter respondido também pela secretaria de Comunicação Social da presidência da República.

Redação |

O jornalista volta à internet para assinar a Coluna do Kotscho a partir da próxima sexta-feira. Além disso, o jornalista também irá produzir reportagens especiais para o Último Segundo, o jornal eletrônico do portal iG.

O objetivo do jornalista, que se considera essencialmente um repórter, é contar histórias da vida real. Para isso, aproveita a interatividade da internet. Quando eu estava no NoMínimo (site que estava hospedado no iG) contei a história de um desempregado. Vários leitores me escreveram se oferecendo para ajudar, ou para compartilhar histórias semelhantes.

Segundo Kotscho, um colunista não pode ser refém do discurso oficialesco que, para ele, domina o noticiário. Senão vira aquele Fla x Flu de colunistas. O leitor não quer isso. O internauta quer novidades e boas histórias, argumenta. No jornalismo, há Brasília demais e Brasil de menos. Ao longo da carreira, o jornalista viveu diversas experiências. A mais marcante delas, segundo ele, foi a campanha das Diretas Já, em 1984. Eu vi a história mudando na rua. Vivi metade da minha carreira na ditadura, a outra metade, na democracia. 

O jornalista começou na profissão no jornal O Estado de S. Paulo. Foi repórter também da Folha de S.Paulo e da revista Isto É. Na televisão, trabalhou na CNT, Bandeirantes e no SBT. Foi assessor de imprensa de Lula e secretário de Comunicação Social entre 2003 e 2004. É autor de vários livros, entre eles de A prática da reportagem (Ática), Serra Pelada: uma ferida aberta na selva (Brasiliense) e Explode um novo Brasil Diário da campanha das Diretas (Brasiliense). Foi colunista do site NoMínimo por três anos. Agora, recomeça na internet. Nós estamos no meio de uma revolução da comunicação. Desde a invenção da imprensa não se vivia nada assim. A única certeza que eu tenho é que o jornalismo e a reportagem não vão morrer, conclui.

Para o diretor de Conteúdo do iG, Caíque Severo, a contratação de Ricardo Kotsho pelo  portal reforça ainda mais os investimentos que a empresa está fazendo no departamento de jornalismo. No início do ano, o jornalista Paulo Moreira Leite estreou um blog e também começou a atuar como repórter-especial do Último Segundo. A internet atingiu um nível tão relevante quanto o dos veículos tradicionais de comunicação. Nada mais natural do que incorporar também a colaboração de jornalistas experientes e reconhecidos para oferecermos aos nossos leitores um noticiário ainda mais qualificado e diferenciado, afirmou Severo.

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