Ricardo Izar é enterrado em São Paulo

SÃO PAULO - O presidente da Comissão de Ética da Câmara dos Deputados, Ricardo Izar, de 69 anos, foi enterrado neste sábado, às 15h15, no Cemitério do Araçá, na Capital. Izar faleceu nesta sexta, no Hospital do Coração (HCor), vítima de falência múltipla dos órgãos.

Redação com Agência Estado |

Divulgação
O deputado Ricardo Izar
O velório do parlamentar, na Assembléia Legislativa de São Paulo, reuniu autoridades, familiares e amigos e, de acordo com cálculos da Polícia Militar, reuniu cerca de 450 pessoas.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que compareceu ao velório na manhã deste sábado, disse que toda morte deixa saudades e, no caso de Ricardo Izar, também deixa um vazio no campo político, principalmente para todos que o acompanharam. "Na Câmara, ele fará falta. Além disso, o PTB perde alguém em posição importante (era presidente da Comissão de Ética)", emendou.

Algumas autoridades, com o prefeito da Capital, Gilberto Kassab (DEM), estiveram no velório no final da noite de ontem. Na madrugada, a Assembléia fechou o salão nobre onde o corpo estava sendo velado e reabriu o local às 7 horas deste sábado. O senador Romeu Tuma (PTB-SP), que compareceu pela manhã, disse: "O estresse permanente e as convulsões políticas e administrativas na Câmara e no Senado vão destruindo a pessoa aos poucos, não há quem agüente."

O pré-candidato do PSDB à Prefeitura da Capital, Geraldo Alckmin, destacou o importante papel que Izar teve na presidência do Conselho de Ética da Câmara, conduzindo o processo que recomendou a cassação de 12 deputados por quebra de decoro parlamentar, no caso que ficou conhecido como o escândalo do mensalão. O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), disse que ele "foi um grande paulista, um grande brasileiro e um trabalhador exemplar".

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, salientou que foi uma perda considerável para o seu partido e também para o Brasil. "Foi um grande administrador e um grande parlamentar, agia com serenidade." O ministro da Previdência, Luiz Marinho, comentou que ele e Izar estavam juntos no dia em que o deputado passou mal. Segundo o ministro, ele era "um batalhador pelos seus idéias e a política brasileira perde com esta morte." O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi representado no velório pelo vice Alberto Goldman.

Histórico

Izar foi o parlamentar com o maior número de emendas aprovadas no texto da Constituição de 1988.

Além de ter atuado como procurador da Câmara em 2003, Izar, no Congresso, foi integrante da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização e da Comissão Mista da Redução da Alíquota do Imposto de Importação.

Na Câmara, presidiu as comissões de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias. Integrou as comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania; Agricultura e Política Rural; Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; Relações Exteriores e Defesa Nacional; Desenvolvimento Urbano; Educação e Cultura; Fiscalização Financeira e Controle; Minas e Energia; e Seguridade Social e Família.

Já nas comissões especiais, entre outras participações, foi presidente da comissão de Regulamentação de Medidas Provisórias, relator da de Patrimônio Incorporações Imobiliárias, primeiro vice-presidente da Comissão de Código Civil, terceiro vice-presidente da Cassinos no Brasil.

Outras atividades

Ricardo Izar teve intensa participação parlamentar no Exterior, não só como integrante do grupos parlamentares Brasil-Líbano e Brasil-Japão, mas também na área do turismo.

Em São Paulo, exerceu quatro mandatos como deputado estadual. Considerado como um dos deputados mais atuantes em todos os mandatos, recebeu títulos de cidadão honorário de 37 municípios de São Paulo.

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