Revisão de procedimentos poderá incluir novos remédios no SUS

A revisão e criação padronizações dos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão representar a entrada de novos medicamentos para doenças de média e alta complexidade nos tratamentos em hospitais públicos. Remédios com novas tecnologias e que são, na maioria das vezes, mais caros passarão por uma instância de avaliação técnica que vai responder questões relacionadas aos preços, eficácias e contra-indicações. Se forem aprovados, os medicamentos farão parte de um padrão de atendimento.

Erika Klingl, iG Brasília |


A revisão sistemática é que define o impacto da efetividade de um remédio. Quando as pessoas conseguem na justiça, por exemplo, um medicamento que não é ofertado pelo sistema de saúde não só há impacto nos recursos públicos como não há todas as garantias da eficiência do tratamento, observa Maria Inez Gadelha, coordenadora de Média e Alta Complexidade da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde. De acordo com ela, não existe uma previsão orçamentária para o gasto com medicamentos novos. Fazemos realocação de recursos, completa.

Nos próximos dois meses, técnicos do Ministério da Saúde e médicos do Hospital Oswaldo Cruz vão definir normas para diagnóstico e tratamento de 33 enfermidades com a elaboração de novos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas. A parceria também irá revisar os outros 53 protocolos do Sistema Único de Saúde.

A padronização serve para definir como cada doença deve ser identificada, que tipo de exames, tratamentos e medicamentos serão usados nos hospitais. O Diário Oficial da União (DOU) publicou nesta quarta-feira as normas de elaboração dos documentos e os protocolos clínicos.

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