Revisão de cursos de jornalismo independe de obrigatoriedade do diploma, diz MEC

BRASÍLIA -O Ministério da Educação recebeu nesta sexta-feira material produzido pela Comissão de Jornalismo, formada para subsidiar o órgão na revisão das diretrizes dos cursos de jornalismo. O ministro Fernando Haddad frisou que a decisão não foi tomada em resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de não exigir o diploma para o exercício da profissão de jornalista.

Sarah Barros, repórter em Brasília |

Sendo ou não obrigatório, o curso deve passar por uma revisão de diretrizes. E não sendo obrigatório, torna mais importante a revisão diante da conexão estreita da profissão com a democracia, com a função de informar a população, destacou.

O STF decidiu em junho deste ano que o diploma não é obrigatório para o exercício da profissão de jornalista. A obrigatoriedade estava prevista no decreto-lei de 1969, que teve validade cancelada pela Corte.

Segundo o ministro, o texto apresentado pela comissão será estudado pelo MEC e culminará na edição de uma resolução. Entre as propostas está o retorno do estágio supervisionado para estudantes.

Segundo o presidente da comissão, José Marque de Melo, a medida permitirá que o profissional chegue mais preparado ao mercado. Seria um estágio conveniado entre o curso em uma empresa. Podem ser até ligadas a faculdade, mas não podem ser projetos experimentais, explicou.

Outra proposta é estabelecer autonomia do curso de jornalismo em relação ao curso de comunicação social. Marques frisou que o objetivo das sugestões apresentadas ao MEC é revalorizar o diploma. O diploma terá mais peso. Os profissionais que se formarem com essas especificações será mais competente, disse.

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