BRASÍLIA ¿ O líder do PMDB na Câmara, o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), avaliou que o jantar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com representantes do PT e de seu partido no Palácio da Alvorada representa uma formalização do pré-compromisso de aliança para as eleições de 2010.


Vamos formalizar um pré-compromisso, negociando, sobretudo o apoio nos Estados. É uma coisa natural o PMDB participar do jantar. O PMDB quer que a parceria com o PT continue, afirma.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), também reforçou que o PMDB deve manter a aliança com o PT. Não teria justificativa política nem moral para se negar a participar das eleições do ano que vem.

Já a expectativa de que saísse da reunião um nome para o vice da chapa com a ministra-chefe, Dilma Rousseff, deverá ser postergada, segundo Alves.

Se fosse hoje o lançamento, o nome dele [presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP)] é natural. Ele é a liderança que mais agrega. Mas ainda temos um bom tempo. Isso [o encontro] é só o começo, aponta o deputado peemedebista.

Racha no PMDB

Para o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), a reunião das duas legendas só reforça o racha dentro do partido. Acho uma precipitação. Nunca se fez isso em 10 anos. Nem no governo do FHC nem no governo Lula. A reunião é uma obstinação de Lula para ganhar de qualquer jeito, alega.

Vasconcelos pondera que há anos que o partido foi cooptado pelo PT. Hoje o PMDB é um satélite do PT. Não tem sentido selar agora, se só se pode conferendar as alianças em junho [de 2010], afirma. 

O senador por Pernambuco alfineta o próprio partido salientando que o PMDB está sempre do lado de quem está no poder, independentemente da sigla. O tempo é contra nós. Não sei se o partido vai ficar com uma candidata que não sobe nas pesquisas, completa.

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