BRASÍLIA - A reunião do Conselho de Ética marcada para tratar da substituição do deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) da função de relator do processo contra Edmar Moreira (MG) se transformou num ato de críticas contra a imprensa.

Muitos deputados, que sequer fazem parte da comissão, participaram nesta quarta-feira da reunião para defender Sérgio Moraes. O deputado disse, na semana passada, que iria pedir a absolvição de Edmar Moreira da acusação de uso irregular da verba indenizatória e afirmou que estava se lixando para a opinião pública.

O deputado Ernandes Amorim (PTB-RO), filiado ao mesmo partido de Sérgio Moraes, relatou que, quando eleito senador, foi caluniado pela imprensa. Eu fui senador, e quando cheguei ao Senado, a primeira coisa que a imprensa fez foi levantar calúnias contra mim, acusou.

Muita gente no Congresso nacional morreu por injustiças cometidas pela imprensa. A estrutura humana não aguenta ser desafiado, continuou Amorim.

Sabino Castelo Branco, também deputado do PTB, e que não faz parte do Conselho de Ética, saiu em defesa do colega e pediu que ele seja mantido na função de relator. No seu estado, tenho certeza que o senhor está absolvido há muito tempo, disse o colega a Moraes.

Marcelo Ortiz (PV-SP) também defendeu que a função de relator seja confiada a Sérgio Moraes. Ele não pode ser julgado pela imprensa. Amanhã podemos ser nós, alertou.

Além da deputada Solange Amaral (DEM-RJ), que apresentou um requerimento pedindo a destituição de Sérgio Moraes do cargo de relator, apenas o deputado Chico Alencar (PV-RJ) defendeu a troca de relatoria. A decisão sobre o destino de Sérgio Moraes será tomada pelo presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araujo (PR-BA).

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