Reunião com Sarney termina e PT reúne bancada

O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante, e a líder do governo na Casa, Ideli Salvatti (SC), afirmaram no fim da manhã que estão construindo um caminho na tentativa de solucionar a crise no Senado.

Redação com Agência Estado |

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    Depois de uma hora e meia de reunião com o presidente do Senado , José Sarney, na residência oficial, os dois petistas disseram que vão levar uma proposta para a reunião da bancada, marcada para as 13h. Eles não anteciparam, porém, que proposta seria essa.

    O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), que também participou da reunião com Sarney, disse que não há fato novo. Também participaram do encontro o deputado Sarney Filho (PV-MA) e o vice-líder do governo no Senado, Gim Argello (PTB-DF). Eles avaliaram a diminuição do apoio a Sarney, por parte das bancadas, depois de novas denúncias de irregularidades.

    Sem apoio incondicional

    Na reunião de ontem, a bancada do PT decidiu não prestar solidariedade incondicional a Sarney. Depois de cerca de duas horas e meia de reunião, o partido acabou colaborando para enfraquecer Sarney ainda mais, ao fechar com uma proposta semelhante àquela apresentada à tarde ao próprio PSDB, que ponderou sobre a necessidade do senador peemedebista se afastar do cargo.

    A proposta do PT assemelha-se a uma intervenção branca. Sarney esperava o apoio total dos petistas.

    O líder petista Aloizio Mercadante (SP) relatou que a sugestão é para que se crie uma comissão formada por representantes dos partidos e por consultores do próprio Senado, com o objetivo de gerir a crise e promover a reforma estrutural profunda que a Casa e a sociedade exigem. "Esta comissão vai se integrar à Mesa Diretora de forma complementar, porque o colegiado que compõe a Mesa tem mandato", observou o líder.

    Pacto de silêncio

    Um petista que participou do encontro explica que a decisão foi por um pacto de silêncio até que Mercadante e a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), conversem com Sarney nesta quarta-feira. Depois da conversa, a bancada petista volta a se reunir ainda hoje.

    Na prática, a comissão promoveria, no mínimo, uma espécie de intervenção branca, em que o colegiado se comprometeria com mudanças profundas como a extinção do serviço médico, do Interlegis e do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB).

    Outros partidos

    Sarney já conta com quatro partidos pedindo sua licença do cargo . Na terça-feira, DEM, PSDB e PDT fecharam questão contrária ao mandatário do Congresso na terça-feira, posição que foi tomada pelo PSol na segunda-feira. Esses partidos somam 33 senadores, oito a menos que os 41 necessários para votar a cassação de um mandato.

    (*com reportagem de Severino Motta, repórter em Brasília)

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