Reunião com Hélio Costa pode encerrar greve neste sábado, diz líder sindical

BRASÍLIA - O secretário da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentec), Manoel Cantoara, disse que os funcionários dos Correios podem retornar ao trabalho nesta segunda-feira caso uma reunião, agendada para sábado, entre os grevistas e o ministro das comunicações, Hélio Costa, dê resultados positivos.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |


De acordo com Cantoara, Costa receberá os trabalhadores na sede da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, em Brasília, a partir das 11h30, e a expectativa da Fentec é que um acordo seja feito.

O dirigente sindical disse que os principais pontos que podem levar a um acordo são a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos trabalhadores, a exclusão de algumas cláusulas de demissão dos Correios e a garantia que ao fim da greve os trabalhadores não sejam penalizados com cortes nos salários.

Nesta tarde, na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Brasília, a direção de greve dos funcionários dos Correios concederá uma coletiva à imprensa para dar detalhes sobre a greve e sobre os pleitos que serão levados sábado ao ministro Hélio Costa.

Agência Brasil
Greve entrou em seu 17º dia nesta quinta
De acordo com dados divuldados pela Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) nessa quinta-feira, 127 milhões de encomendas estão atrasadas. No caso das encomendas, foram postadas 9,5 milhões, das quais 96,2% foram entregues, de acordo com a ECT. Os maiores problemas, reconhece a empresa, estão ocorrendo com serviços de entrega com hora marcada, que continuam suspensos - Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta. De acordo com os Correios, 18% do total dos 108 mil funcionários estão parados e a greve atinge 21 Estados e o Distrito Federal.

Os grevistas farão nesta sexta-feira assembléias em todo o País para discutir a proposta apresentada pela ECT ao TST. A direção da Federação Nacional dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos (Fentect) não concorda com a proposta de desconto de 50% dos dias parados. Segundo o diretor Francisco Nunes, se aceita, os funcionários estariam pagando por todos os dis parados, já que, além de arcarem com metade dos salários cortada, teriam de compensar em horas de trabalho a outra metade.

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