Retomadas obras do PAC em favela da zona sul do Rio

Quatro dias depois do tiroteio que deixou três mortos e interrompeu as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na favela Pavão/Pavãozinho, em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro, os empregados voltaram hoje aos canteiros de obras. Porém, houve alguns contratempos.

Agência Estado |

A cozinha, por exemplo, foi destruída na troca de tiros e continua interditada. A alimentação para 220 funcionários teve de vir de outra obra da empreiteira OAS, na Barra da Tijuca, zona oeste. Algumas salas do escritório da empresa no morro também permanecem interditadas.

Os empregados foram orientados a evitar a imprensa. Um deles disse que havia 10 anos que não trabalhava em favelas. "Agora estamos aqui há 9 meses. A gente está se acostumando. Se tem tiroteio ou polícia no morro, a ordem é clara: pára tudo. Só que dessa última vez foi pior", disse o funcionário. As obras no Pavão/Pavãozinho sofreram cinco interrupções por causa da violência. Mas o mesmo funcionário afirmou que houve outras "paradas breves", que nem sequer são contabilizadas.

"As obras estão dentro do cronograma, exceto pelos prédios de apartamento. Mas isso porque o local é de difícil acesso, estamos há uma semana para levar uma grua lá para cima", disse. Hoje, os funcionários levaram cerca de três horas para retirar os carros do principal acesso ao morro, para permitir que o caminhão com partes da grua subisse.

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