Retirada de não-índios da Raposa depende da decisão do Supremo, diz diretor da PF

RIO DE JANEIRO - O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Corrêa, disse nesta quinta-feira (11), no Rio de Janeiro, que será preciso aguardar a decisão do Supremo Tribunal Federal para dar início a qualquer operação na terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Nesta quarta-feira (10), o julgamento da constitucionalidade da demarcação em faixa contínua foi mais uma vez suspenso, depois que o ministro Marco Aurélio pediu vista do processo, requerendo mais tempo para analisar o caso antes de declarar seu voto. Com isso, a decisão foi adiada para 2009.

Agência Brasil |

Vamos continuar lá presentes como estamos, mantendo a ordem, mas temos que aguardar a decisão final. Tudo indica que haverá demarcação contínua, isso significa que deve haver uma remoção [de produtores de arroz e outros agricultores não-índios], mas não é só uma tendência que vai desencadear uma operação. Precisamos do ato judicial dizendo os limites, o que pode ou não fazer, se vai ter prazo ou não. Sem isso, não podemos agir, afirmou Corrêa, que participou da solenidade de posse do novo superintendente da PF no Rio de Janeiro, delegado Ângelo Fernandes Gioia.

Para garantir a segurança da área de 1,7 milhão de hectares, a Polícia Federal é responsável, desde abril deste ano, por um esquema especial de patrulhamento na Raposa Serra do Sol, que conta ainda com agentes da Força Nacional de Segurança Pública.

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