Resumo das notícias sobre o agribusiness nos jornais

São Paulo, 5 - A seguir, o resumo das notícias sobre agribusiness nos maiores jornais do País. As abreviaturas no término das notas significam o nome da publicação e da página.

Agência Estado |

Por exemplo: OESP B10 (O Estado de São Paulo, página B 10)

SERRA DO SOL: ÍNDIOS JÁ PARTILHARAM FAZENDAS DE ARROZEIROS
As terras que os produtores de arroz ocupavam na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, já foram completamente divididas entre os índios que vivem na área. Eles ainda não definiram, porém, como utilizar os quase 100 mil hectares. Segundo o presidente do Conselho Indigenista de Roraima, Dionito José de Souza, os indígenas vão aguardar até o início do próximo ano, quando o governo federal deve definir programas de incentivo rural para as comunidades. A retirada de não-indígenas da Raposa foi decidida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal em março. Apesar das ameaças dos rizicultores que atuavam na região, a desocupação ocorreu de forma pacífica. (OESP A14)

AGRICULTURA PEDE LIBERAÇÃO DE R$ 2 BI DE ORÇAMENTO
O Ministério da Agricultura deve pedir hoje à Fazenda R$ 2 bilhões para dar continuidade ao seu programa de sustentação de preços agrícolas, que está ameaçado de paralisação por falta de recursos. O valor tem como base o orçamento da Agricultura, de R$ 5,2 bilhões para 2009. Desse total, a pasta já comprometeu R$ 2,9 bilhões em políticas de apoio à comercialização e teria de levantar por conta própria R$ 2,3 bilhões para aquisição de produtos agrícolas. "Por enquanto, vamos pedir apenas a execução do orçamento", comentou um técnico da Agricultura. A Fazenda, porém, quer fazer uma avaliação detalhada das necessidades do setor antes de se comprometer com valores. A forma usual de a Agricultura fazer caixa é por meio de venda de estoques de produtos. Ocorre que o volume de produtos nas mãos do governo é pequeno. (OESP B10)

PRESSÃO DOS EUA FAZ PREÇO MÉDIO DA SOJA CAIR EM JULHO
Os preços da soja no mercado interno recuaram em julho. Apesar de na última semana do mês as cotações terem acumulado alta, em julho o preço médio da soja nas principais regiões caiu, influenciado pelo mau desempenho do mercado internacional. O valor médio da saca em Sorriso (MT) foi de R$ 39,19, ou 4,3% menor do que o registrado em junho e 7,5% menor em comparação com julho do ano passado. No Porto de Paranaguá, no Paraná, o preço médio da saca foi de R$ 49,98, retração de 4,6% em comparação a junho e de 5,6% ante o mesmo mês de 2008. Para compensar a queda dos preços, o produtor aumentou o volume de negócios. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea), no ciclo 2008/2009 já foram negociados 94,5% da safra do Estado. No mesmo período do ano passado, 93,3% da safra estava comercializada. (OESP Agrícola 4)

PRODUTOR RURAL DISCUTE FORMAS DE PROFISSIONALIZAÇÃO
O número de agricultores brasileiros com status de pessoa jurídica cresceu nos últimos três anos. Porém, a dificuldade da migração da administração familiar para uma firma começa na questão cultural da atividade, que normalmente é passada de pai para filho, e vai até a alta tributação gerada por uma empresa. Pesquisa do instituto agropecuário Kleffmann mostra que, em 2006, só 2,14% dos agricultores eram pessoa jurídica. Em 2008, esse número saltou para quase 10%. Mas a maioria, em torno de 80%, ainda atua como pessoa física. A situação não é diferente de países vizinhos, como a Argentina, onde apenas 3,16% da área plantada estava sob controle de pessoas jurídicas em 2008. A pesquisa também mostra que a área plantada com cana foi a que mais migrou para o comando de pessoa jurídica, de 7,79% em 2006 para 44,56% em 2008. (OESP Agrícola 5)

CONTROLE BIOLÓGICO GANHA ESPAÇO EM HORTAS
Ferramenta estratégica do manejo integrado de pragas, o controle biológico já tem uso consagrado em lavouras como soja e cana. Agora, a técnica começa a ganhar demanda em cultivos pequenos, de frutas, flores e hortaliças. "É uma forma de agregar valor", explicou o técnico agrícola Clementino Moreira, da Fazenda Elisa, em Jarinu (SP), que adotou a técnica em 120 metros quadrados de morango. "Não usamos mais químicos e está dando certo, além de valorizar o produto em 60%", completou o técnico. O controle do ácaro rajado, principal praga do morango, é feito com um ácaro predador, que consome ovos, larvas, ninfas e indivíduos adultos da praga, que, se não for monitorada, provoca perdas de até 90%. "É por causa desse ácaro que o morango leva tanto veneno", afirmou Moreira. (OESP Agrícola 6)

GENÉTICA É DESTAQUE DE FEIRA EM UBERABA
Os avanços na área de melhoramento genético das raças zebuínas vão ser debatidos na 2ª ExpoGenética, que ocorre de 16 a 23, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG). A feira, realizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), reúne os principais programas de melhoramento genético das raças zebuínas, empresas de genética e criadores de gado de elite.

Este ano, haverá mostra de animais dos programas de melhoramento genético Geneplus, Altaplus, Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ), Conexão Delta G, ANCP, Paint, Programa Nacional de Melhoramento do Guzerá para Leite e do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro. Haverá, ainda, palestras e cursos de melhoramento genético.(OESP Agrícola 10)

CIRCUITO DAS FRUTAS PAULISTA MELHORA RENDA DO PRODUTOR
Na Fazenda Luiz Gonzaga, em Itatiba (SP), planta-se de tudo um pouco, pensando não apenas na qualidade, mas também no que o produto pode se transformar após processado: cachaça, no caso da cana; geleias, no caso de frutas; doces e queijos, no caso do leite de vaca; chás, no caso de ervas. A Fazenda, a cerca de 100 km da capital paulista, integra o Circuito das Frutas, composto pelos municípios de Atibaia, Indaiatuba, Itatiba, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Morungaba, Valinhos e Vinhedo. O Circuito produz, no total, 170 mil toneladas de frutas, que rendem anualmente, aos seus produtores, R$ 250 milhões, empregam 12 mil pessoas e atraem 1,5 milhão de turistas. Os sitiantes do Circuito das Frutas têm renda melhor e aproveitam praticamente toda a colheita e a produção animal. (OESP Agrícola 11)

COSAN CAPTA US$ 350 MILHÕES EM BÔNUS
A Cosan, maior companhia global de açúcar e álcool, concluiu a captação de US$ 350 milhões em bônus para refinanciar parte de sua dívida de R$ 1,1 bilhão com o Bradesco, cujo vencimento é em novembro de 2010. O vencimento do bônus é de cinco anos, com taxa de juros de 9,5%. A operação foi coordenada pelos bancos Morgan Stanley, Bradesco e Santander. A captação foi feita pela Cosan Combustíveis e Lubrificantes Finance Ltd., com sede nas Ilhas Cayman, que é subsidiária integral da CCL. Em 2008, a Cosan adquiriu os ativos da ExxonMobil no Brasil, entre os quais a rede de combustíveis Esso, e criou a divisão CCL, voltada para o novo negócio. Na sexta-feira, a Cosan aprovou, em assembleia de acionistas, o aumento de seu capital social para um limite de R$ 5 bilhões. (VE C3)

DEMANDA REDUZIDA POR GRÃOS AFETA LUCRO DA ADM
A ADM, maior processadora mundial de grãos, anunciou ontem um lucro líquido de US$ 64 milhões em seu 4º trimestre fiscal - valor 83% menor que os US$ 372 milhões do mesmo período do ano fiscal anterior. A empresa creditou o declínio à crise econômica global, que reduziu a demanda por óleos, etanol e outras commodities agrícolas. As vendas da companhia recuaram 24% no intervalo de três meses encerrado em junho, para US$ 16,5 bilhões. No acumulado do ano, o lucro líquido caiu 5%, para US$ 1,7 bilhão, e as vendas líquidas recuaram 1%, para US$ 69,2 bilhões. O lucro operacional com o esmagamento de oleaginosas caiu 39% no trimestre, para US$ 227 milhões. A empresa reportou perda operacional de US$ 160 milhões no trimestre no processamento de milho para a produção de etanol. Um ano antes, a ADM havia registrado ganho de US$ 123 milhões na operação. (VE B12)

EXPORTAÇÕES DE CARNES RECUAM EM JULHO
Dados preliminares do Ministério do Desenvolvimento, compilados pela Brascan, mostram que as exportações de frango in natura somaram US$ 448,4 mi em julho passado, 23,9% menos do que em igual período de 2008 e 2,2% menor que em junho. O volume ficou em 288,8 mil toneladas, queda de 5,7% e 4,3%, respectivamente, na mesma comparação. As quedas também foram expressivas na carne bovina in natura. As vendas externas totalizaram US$ 277,7 mi em julho, recuo de 28,9% ante igual mês de 2008 e de 4% no mês. Foram 82,1 mil toneladas embarcadas no mês passado, queda de 12% e de 8,6%, também na mesma comparação. O pior desempenho foi o da carne suína. A receita com os embarques em julho foi de US$ 91,2 mi, queda de 42,1% em relação ao mesmo intervalo de 2008 e de 3,6% sobre o mês anterior. O volume caiu 16,4%, para 42,2 mil toneladas. O número é 11,3% menor do que o de junho deste ano. (VE B11)

IMPORTAÇÃO DE GLIFOSATO 'TRAVA' NO PAÍS
A partir de 2008, o governo iniciou uma série de cortes na tarifa antidumping que incide sobre o herbicida glifosato trazido da China, em vigor desde 2003. Nos últimos 30 dias, contudo, segundo importadores, o mercado não tem conseguido se beneficiar da medida. A partir de julho, segundo esses relatos, as licenças de importação pararam de ser fornecidas - sua liberação fica a cargo do Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O receio é que, por conta da forte queda do preço do insumo nos últimos 12 meses, as avaliações do Decex tenham ficado ainda mais rigorosas. "O preço do glifosato caiu muito de um ano para cá. Isso pode ter gerado desconfiança de novo dumping", diz Flavio Hirata, da consultoria Allier Brasil. (VE B12)

GRUPO INDIANO PROSPECTA SETOR DE AÇÚCAR NO BRASIL
A Shree Renuka Sugars, uma das maiores refinadoras de açúcar da Índia, quer fazer investimentos em usinas no Brasil e também está à procura de parcerias para a compra do produto no País. A empresa, que contratou o banco Morgan Stanley para assessorá-la nessas operações, dispõe de US$ 100 milhões para a compra de ativos no Brasil e para financiar os contratos de longo prazo com açúcar. Há duas semanas, o executivo Narendra Murkumbi, vice-presidente do grupo, reuniu-se com as principais companhias sucroalcooleiras do País, entre elas Copersucar, Cosan, Moema e Açúcar Guarani, além de tradings. O grupo quer originar açúcar do Brasil para levar à Índia, que registra forte queda na produção. A intenção da Shree é firmar contratos de longo prazo para a compra de açúcar brasileiro. (VE B12)

COMISSÃO DO SENADO APROVA 'BLINDAGEM' CONTRA REFORMA AGRÁRIA
A Comissão de Agricultura do Senado aprovou ontem, em caráter terminativo, projeto de lei que altera os critérios de desapropriação de terras para fins de reforma agrária no País. Na prática, o relatório da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) blinda as propriedades rurais consideradas produtivas, tira poder do Executivo ao submeter o processo ao Congresso Nacional e concede prazos adicionais de adequação a donos de terras improdutivas. O projeto será agora analisado pela Câmara, sem a necessidade de passar pelo crivo do plenário do Senado. Mesmo diante da discordância do governo com o texto da relatora, a medida foi aprovada por ampla maioria dos presentes. Apenas a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) tentou modificar, sem sucesso, a proposta. O embate entre ruralistas, produtores familiares e movimentos sociais deve ficar para a Câmara. (VE B11)

CTC E BASF FIRMAM PARCERIA PARA MELHORAMENTO GENÉTICO DA CANA
O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), de Piracicaba (SP), e a multinacional alemã Basf anunciaram ontem parceria em melhoramento genético e biotecnologia em cana. "Vamos usar as melhores variedades desenvolvidas pelo CTC e a Basf vai contribuir com os genes para o aumento da produtividade da cana e também torná-las resistentes à seca", afirmou Nilson Zaramella Boeta, diretor-superintendente do CTC. A expectativa é aumentar a produtividade da cana em até 25%, segundo Walter Dissinger, vice-presidente de proteção de cultivos da Basf para América Latina. Atualmente, a produtividade média da cana no Brasil é de 80 toneladas de cana por hectare. "Queremos chegar a 100." (VE B12)

DEPOIS DA MOEMA, AGORA BUNGE QUER ATIVOS DA EQUIPAV
A multinacional americana Bunge vai concentrar esforços para negociar a compra ou mesmo uma participação relevante nas duas usinas do grupo Equipav, que está sendo assessorada pelo banco Santander nessa operação. A Bunge também está olhando os ativos do grupo Moema. No entanto, os acionistas do grupo paulista estão pedindo um valor muito alto para vender as usinas, informaram fontes familiarizadas com a negociação. O grupo Moema estuda a venda do controle de suas seis usinas ou uma parte do negócio. Os grupos Cosan, Bunge, São Martinho, Açúcar Guarani, Cargill e a indiana Shree Renuka Sugars demonstraram interesse no negócio. (VE B12)

SENADO DISCUTE ESTATUTO DO PRODUTOR RURAL
O Senado começou ontem a discutir o Estatuto do Produtor Rural. O texto de Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) promete polêmica. A proposta isenta os produtores da responsabilidade por crime ambiental quando não houver sua "participação direta", mas os obriga a recuperar as áreas degradadas em até dez anos. Também define como "infração à ordem econômica" o exercício "abusivo" de poder de mercado por fornecedores de insumos e compradores da produção. E estende aos produtores os direitos do Código de Defesa do Consumidor. A relatora Kátia Abreu (DEM-TO) pediu cautela nas discussões. "Não podemos ter um texto que piore a nossa situação", disse a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA). E B11)

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