Resultado do inquérito do Caso Maria Eduarda é divulgado em PE

A Secretaria de Segurança Pública (SDS) disponibilizou em seu site as conclusões do inquérito policial sobre a morte de Maria Eduarda Ramos de Barros, 9 anos, em uma ação policial no Recife.

Redação |

O órgão responsável pela investigação do caso é o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. O delegado Joel Venâncio, que esteve a frente dos inquéritos, disse na manhã de sexta-feira que O resultado final das investigações apontou o indiciamento do militares sargento Aldo Fernando da Silva e do soldado Erenildo Januário da Silva por homicídio doloso (quando há intenção de matar). As conclusões dos inquéritos estão amparadas em diversas perícias.

Ainda segundo o documento, Os militares estão sendo indiciados por homicídio doloso, pela morte de Maria Eduarda, e por tentativa de homicídio das pessoas que sobreviveram ao episódio, informou, acrescentando que embora os PMs não tivessem o intuito de atirar nas pessoas que estavam no carro, assumiram o risco da produção do resultado. Eles não tinham intenção de atingir as vítimas, mas atiraram na hora do assalto, assumindo os riscos. Neste caso, o crime é considerado dolo eventual, completa Venâncio.

Os assaltantes envolvidos no assalto já foram denunciados e estão com prisão preventiva decretada e três deles encontram-se presos: Marília Leôncio Cosmo da Silva, 18, foi presa em flagrante; José Roberto Lima dos Santos, vulgo Beto Piloto, 18, detido pelo DHPP, além do menor que foi apreendido em flagrante por ato infracional pela GPCA. Eduardo Santos da Silva, conhecido como Dudu, ainda está foragido.

Como foi o caso

A família de Maria Eduarda, sendo cinco crianças e dois adultos, saía de uma festa quando o automóvel em que estavam foi fechado por outro veículo ocupado pelos supostos bandidos. Eles exigiram dinheiro, telefones celulares e jóias.

Testemunhas disseram à polícia que o casal já havia entregue pertences aos ladrões quando a Polícia Militar (PM) chegou e começou a atirar no carro das vítimas. O engenheiro Márcio Malveira de Barros, de 35 anos, levou um tiro de raspão na cabeça, foi atendido no Hospital da Restauração (HR) e recebeu alta.

Um dos filhos, Caio Malveira de Albuquerque, de 6 anos, foi atingido com um tiro de raspão na costela e segue internado no hospital Santa Joana. A cunhada do engenheiro, Bruna Vitória Ramos de Barros, de 11 anos, levou um tiro no rosto, foi socorrida e já recebeu alta. A outra irmã, Maria Eduarda Ramos de Barros, 9 anos, que foi baleada no tórax, não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

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