Restrição a caminhões deixaria frete 13% mais caro

A restrição para caminhões em uma área de 100 km² de São Paulo deve encarecer em 13% os serviços de logística e frete na capital. O estudo, usado para pressionar a Prefeitura contra restrições de circulação e de carga e descarga na capital, é do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), que considerou principalmente o adicional noturno pago aos funcionários.

Agência Estado |

Até ontem, a Prefeitura optou por não se pronunciar oficialmente sobre os números.

O Setcesp, em parceria com outras entidades, como a Associação Brasileira de Logística, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) e a Associação Brasileira das Indústrias Químicas, também elaborou um estudo que prevê aumento de 500% da frota circulante durante o horário da restrição, porque os caminhões pequenos, que hoje têm autorização para circular no centro, serão substituídos por veículos menores, como kombis e outros utilitários.

Também se considera que os paulistanos não seriam os únicos a sentir o aumento dos preços dos serviços de transporte. Conforme o Setcesp, a inclusão no rodízio municipal dos caminhões que circulam nas Marginais do Tietê e do Pinheiros e na Avenida dos Bandeirantes pode encarecer em até 20% o frete em viagens inferiores a 200 km nas quais o veículo passe pela capital. Atualmente, os caminhões respeitam o rodízio no perímetro do centro expandido, mas são liberados nas vias que o delimitam.

Pela proposta da Prefeitura, todos os caminhões ficarão proibidos de circular das 5 às 21 horas numa área que compreende quase todo o centro expandido, com exceção da Zona Cerealista, do Ceasa e do Pari. Até ontem, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) discutia quais atividades deveriam ficar de fora da restrição. Caminhões de mudança, de feiras e betoneiras fazem parte da proposta apresentada pela Secretaria de Transportes para possíveis exceções.

Os dados contrários foram apresentados ao secretário de Transportes, na semana passada, pelo presidente do Setcesp, Francisco Pelúcio. As entidades também encaminharam propostas para melhorar o trânsito na cidade. Entre elas está a criação de uma câmara técnica, formada por funcionários da secretaria, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e de representantes do setor de logística para negociar a instalação de pontos consensuais para melhorar a fluidez dos veículos.

Outra medida proposta foi o lançamento de campanha educativa para conscientizar os motoristas sobre a necessidade de respeitar as áreas de Zona Azul e também visando à remoção de caçambas de entulho do meio das ruas, que atrapalham o tráfego.

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