Restos mortais de padre Adelir são sepultados no PR

Depois de 105 dias do início de sua aventura, ao tentar fazer um vôo de 20 horas suspenso por mil balões de festa, os restos mortais do padre Adelir de Carli, de 41 anos, que era pároco na Igreja São Cristóvão, em Paranaguá, no litoral paranaense, foi finalmente sepultado no início da tarde de hoje em Ampére, a cerca de 520 quilômetros de Curitiba, no sudoeste do Paraná. Cerca de 500 pessoas acompanharam o sepultamento. Percebemos o quanto o Adelir era querido, disse seu irmão Moacir.

Redação com Agência Estado |

O início das celebrações fúnebres precisou ser atrasada em razão de dois ônibus que saíram de Paranaguá, com 90 fiéis, e acabaram se perdendo na estrada. Apesar de o padre ter exercido seu ministério em Paranaguá desde que foi ordenado em 2003, o sepultamento foi realizado em Ampére, município onde passou a infância e onde mora a maioria de seus familiares. O caixão foi colocado em um jazigo da Ordem dos Padres Agostinianos Descalços.

Reprodução

O caso

O religioso levantou vôo por volta das 13h do dia 20 de abril, próximo à Paróquia São Cristóvão, onde exerce o sacerdócio, em Paranaguá, no litoral paranaense, em meio à chuva.

A intenção era seguir em direção ao interior do Paraná. No entanto, depois de subir mais de 5 mil metros, o experimento, composto de uma cadeira suspensa por mil balões, desviou-se provavelmente em direção ao litoral catarinense. No último contato do padre, por volta das 21 horas do mesmo dia, ele disse que estava pousando no mar, a cerca de 20 quilômetros da costa.

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A Marinha, a Aeronáutica e o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de Santa Catarina iniciaram os trabalhos tão logo receberam as primeiras informações sobre as dificuldades enfrentadas pelo religioso.

No momento em que ele avisou estar pousando no mar, os ventos eram de 60 quilômetros por hora e as ondas ultrapassavam seis metros de altura.

A Aeronáutica colocou um avião de patrulha no trabalho. Durante os primeiros quatro dias de buscas ele fez 31 horas de vôo, consumindo 8.989 litros de combustível. No mercado, o litro de combustível para avião custa R$ 3,20.

Os maiores gastos - em torno de R$ 520 mil - foram desse órgão que manteve em atividade um rebocador de alto-mar, um navio hidro-oceânico, um helicóptero e lanchas. O restante foi gasto em alimentação, telefonemas e outras despesas.

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