Restos achados nos Urais são de filhos do último czar, diz especialista

Londres, 17 jul (EFE).- Um cientista britânico encarregado de averiguar restos humanos encontrados no ano passado nos Urais disse hoje que há provas extraordinárias de que esses pertenceriam a dois dos filhos do último czar da Rússia, Nicolau II.

EFE |

Peter Gill, do Centro de Ciências Legista da Universidade escocesa de Strathclyde, disse à agência britânica "PA" que suas análises corroboravam os resultados obtidos há alguns meses em laboratórios da Áustria e dos Estados Unidos.

As análises de DNA desses centros apontavam que os restos achados em 2007 pertenciam aos dois filhos do czar que ainda não tinham aparecido, o zarevich Alexei, herdeiro do trono, e o de sua irmã, a Grã-Princesa Maria.

Gill, responsável pela verificação dessas conclusões, disse que "existem provas extraordinárias" que respaldam a tese de que os fragmentos ósseos descobertos por arqueólogos em uma floresta de Yekaterimburgo pertencem a Alexei e Maria.

Nesse mesmo local, foram descobertos nos anos 90 os restos do czar Nicolau II, de sua esposa, a imperatriz Alexandra, e de três de suas quatro filhas - Olga, Tatiana e Anastasia -, além do pertencente a um médico e a vários empregados da família.

"Temos agora provas quase definitivas de que a família inteira foi executada pelos bolcheviques e nenhum escapou", declarou Gill à agência britânica.

Ele explicou que seu trabalho foi centrado em assegurar que as análises dirigidas nos EUA por Michael Coble, do laboratório de Identificação de DNA das Forças Armadas, e na Áustria por Walther Parson, do Instituto de Medicina Legal, seguissem os protocolos apropriados e seus resultados "fossem consistentes em cada detalhe".

Segundo Gill, que já participou em 1993 das análises dos primeiros restos desenterrados, "o homem e a mulher são parte do mesmo grupo familiar do primeiro túmulo e ambos têm a mesma linhagem materna da mulher que é considerada a czarina Alexandra".

A família imperial russa foi fuzilada pelos bolcheviques na madrugada de 17 de julho de 1918 no porão da Casa Ipatiev de Yekaterimburgo, onde Nicolau II, que tinha abdicado do trono no ano anterior, tinha sido confinado com os seus parentes.

Os restos do czar, de oito de seus familiares e de pessoas de confiança encontrados em 1991 foram enterrados com grande pompa em 1998 em São Petersburgo. EFE jm/bm/rr

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