Residente com bolsa pública atende mais plano de saúde

Médicos que tiveram a residência financiada com recursos da saúde do Estado de São Paulo trabalham principalmente para os planos de saúde depois de formados. Segundo estudo, realizado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e pela Secretaria de Estado da Saúde, apenas 40% têm mais da metade da clientela originada do SUS, o que fomenta discussões sobre o que fazer para que os mais de R$ 100 milhões anuais de recursos públicos investidos nos jovens médicos tragam mais retorno à saúde pública.

Agência Estado |

Também participaram do levantamento a Santa Casa de São Paulo e a Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), ligada ao governo estadual.

Estamos investindo recursos do Estado e nada mais justo do que a formação contribuir para o SUS, afirma Paulo Henrique DÂngelo Seixas, responsável pela Coordenadoria de Recursos Humanos da secretaria e um dos autores da pesquisa que analisou dados de 17.117 médicos que fizeram residência entre 1990 e 2002. Do total, 12.942 estão na ativa e, entre eles, foram realizadas entrevistas com uma amostra de 1.627 profissionais.

Segundo o presidente do conselho, Henrique Carlos Gonçalves, a desigualdade entre investimentos públicos e resultados para a saúde pública fica mais evidente quando se destaca que no Estado cerca de 40% da população tem acesso a planos, contra a maioria SUS-dependente.

É necessária uma regulação forte do Estado, defendeu Gonçalves, destacando que em outros países, como o Canadá, o Estado regula o financiamento e a inserção dos egressos das residências. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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