Resgate e entrega de mantimentos às vítimas do Vale do Baú continuam suspensas

Brasília - As operações de resgate e a entrega de mantimentos no Vale do Baú, região localizada entre as cidades de Ilhota, Gaspar e Luiz Alves, no Vale do Itajaí (SC), estão suspensas. Segundo o Comando Geral de Operações Aéreas da Defesa Civil do estado, os trabalhos foram interrompidos ontem (28) a tarde, após a ocorrência de novos deslizamentos de terra.

Agência Brasil |

Técnicos do Instituto de Pequisas Tecnológicas (IPT) e funcionários da Defesa Civil estão sobrevoando o local para verificar se a operação pode ser retomada. De acordo com a assessoria do comando, por terra, só é possível chegar ao local por meio de trilhas. E como o solo, encharcado, permanece instável, teme-se que a aproximação ou o pouso de helicópteros provoquem deslizamentos.

Ainda chove na região do Vale do Baú. Há muita neblina no local o que dificulta o trabalho da força tarefa montada para socorrer e localizar as vítimas.

O comandante da força tarefa de resgate, Johnny Coelho, afirmou que 80% da região foi destruída e classificou a situação de gravíssima. No local, há muitas madeireiras. Segundo o comandante, com a força das águas, as toras de madeiras saíram de galpões e de caminhões e desceram arrastando casas e tudo o que estava pela frente. Aproximadamente 800 famílias moravam na região.

Hoje (28), cerca de 170 pessoas estão alojadas na Igreja do Baú Baixo, em Ilhota. Outros moradores do Vale do Baú foram abrigados em Blumenau.

Autoridades consideram que a situação no Vale do Baú é a mais grave de todo o estado. Na última quarta-feira (26), o comandante dos Bombeiros Voluntários de Ilhota, sargento Paulo Vilmar Batista, relatou à Agência Brasil que dois núcleos habitacionais (Praça do Baú e Alto Baú) existentes no local foram devastados pelos deslizamentos de terra ocorridos desde o último sábado (20).

Juntos, os municípios de Ilhota, Gaspar e Luiz Alves já registram 57 mortos - mais da metade do total de 109 óbitos já contabilizados em todo o estado, segundo boletim divulgado pela Defesa Civil às 9h46 de hoje (29). Praticamente todas as 57 vítimas dos três municípios viviam no local e foram soterradas. Ainda há moradores do bairro desaparecidos.

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