Grupo morava em barracos de lona e não tinha acesso a água potável ou instalações sanitárias. Este ano, 233 trabalhadores foram resgatados

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Em Itajá, município do sudoeste goiano, foram resgatados 19 trabalhadores da condição de escravos em duas carvoarias. A operação foi iniciada na última semana e se encerrou nesta quarta-feira, com o pagamento de R$ 135 mil de verbas rescisórias aos resgatados.

O resgate foi realizado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Goiás (SRTE/GO) em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e apoio de policiais do Batalhão de Polícia Ambiental de Jataí.

As carvoarias estavam instaladas em uma fazenda de produção de gado e os trabalhadores foram aliciados na cidade de Bom Despacho, Minas Gerais. Eles eram mantidos em péssimas condições de trabalho e moradia.

O grupo morava em barracos de lona no meio do cerrado, sem acesso a água potável, instalações sanitárias ou locais para banho. Eles trabalhavam de chinelos e bermudas, expostos ao calor e à fumaça dos fornos.

Durante a operação, os auditores fiscais do trabalho efetuaram os encaminhamentos para o pagamento do Seguro Desemprego aos resgatados, emitiram 31 autos de infração e autuaram a empresa produtora de carvão e o fazendeiro, que poderão responder a processo criminal.

O proprietário da empresa produtora de carvão assumiu o pagamento das verbas rescisórias devidas aos trabalhadores e os custos com o retorno dos mesmos para o Estado de origem.

Este ano, em Goiás, os auditores fiscais do MTE já resgataram 233 trabalhadores de condição análoga à de escravo atuando em olarias, carvoarias e corte de eucaliptos.

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