Requião questiona acordo prévio entre PT e PMDB

O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), disse hoje que o pré-acordo fechado entre dirigentes nacionais do PMDB e PT, em jantar no dia 20, para que um peemedebista ocupe a vaga de vice numa possível chapa encabeçada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff em 2010 não tem base legal. Num jantar, a única coisa que eles podem escolher é a sobremesa, afirmou Requião.

Agência Estado |

"O partido fala pelas suas instâncias oficiais, pela sua convenção; agora, eles têm o direito a opinião, não a tomar decisão."

Ele é um dos defensores de que o PMDB tenha candidato próprio, mas propõe que primeiramente discuta-se um programa de governo. "Acho que o PMDB deve, antes de tudo, lançar um programa com diretrizes de governo que seja um avanço em relação ao bom governo do Lula", afirmou Requião.

"Um partido tem que ter uma proposta de governo e, tendo uma proposta de governo, é natural que lance um candidato." Para o governador paranaense, somente no caso de o candidato escolhido não se mostrar viável, deve-se propor uma composição, "mas sob a perspectiva do programa".

Segundo ele, o PMDB ainda tem tempo até a convenção para discutir esse programa, mesmo que isso represente um atraso em relação a outras pré-candidaturas que já estão lançadas. "Não são os outros partidos que estabelecem o cronograma do PMDB", declarou.

No Paraná, Requião é defensor da candidatura própria e tem apoiado a pretensão do vice-governador Orlando Pessuti em postular a vaga.

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