O governador Roberto Requião (PMDB-PR) enviou ofício ontem ao diretor-presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Stênio Jacob, e ao presidente do Conselho de Administração da empresa, Pedro Henrique Xavier, pedindo a devolução de R$ 744 milhões repassados à empresa pelo Estado, de acordo com informações da agência de notícias do governo. Requião pede a devolução de R$ 285 milhões em 30 dias.

Os R$ 458 milhões restantes devem voltar aos cofres do governo em até seis meses.

O dinheiro é fruto de empréstimos internacionais contraídos pelo Estado. Segundo explicação da agência, a lei veda empréstimos do governo a empresas estatais e, portanto, é necessário que o valor seja usado para aumentar o capital social da Sanepar. No entanto, o consórcio Dominó, que reúne empresas privadas, dono de 40% das ações da empresa, impede na Justiça que a Sanepar convoque assembleia para autorizar o aumento de capital. Dessa forma, diz a agência, o Estado é obrigado a pedir a devolução dos R$ 744 milhões.

Na reunião semanal da Escola de Governo, realizada no auditório do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, Requião disse, ainda segundo a agência, que, "se os R$ 744 milhões não servem para aumentar o capital social da Sanepar, que venham de volta aos cofres do Estado, e com eles vamos construir hospitais e centros de saúde da mulher e da criança. Em seguida, vamos criar uma nova empresa de saneamento para suprir as necessidades de investimento estatal em saneamento básico".

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