Representantes divergem sobre ajuda a prefeitos

Os presidentes da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, e da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), João Paulo Lima e Silva, tiveram reações opostas às medidas do governo para aliviar as perdas dos municípios. Enquanto João Paulo considerou uma vitória extraordinária, Ziulkoski cobrou uma compensação com correção da inflação do ano - o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 5,9% - e não apenas a correção dos valores nominais, como foi anunciado pelo governo.

Agência Estado |

"O governo dará R$ 600 milhões agora. Pelos nossos cálculos as perdas já chegam a R$ 1 bilhão. Não vou dizer se estou satisfeito ou não. Nossa expectativa era outra", disse o presidente da confederação. Ziulkoski considerou ainda mais grave o fato de o governo não ter anunciado nenhuma mudança em relação à dívida dos municípios com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os prefeitos querem a suspensão do pagamento até que se chegue a um encontro de contas. "O governo vai continuar retirando dinheiro dos municípios. Esse assunto foi tangenciado. Estou preocupadíssimo com a reação dos prefeitos quando tomarem conhecimento."

Por outro lado, João Paulo comemorou. "Achei, do ponto de vista imediato, uma grande vitória para o municipalismo. A recuperação em relação ao ano passado é uma recomposição muito importante. Só em Recife serão R$ 13 milhões. Vai ajudar as prefeituras a sair do sufoco. Esses recursos vão aumentar o aquecimento da economia nos municípios", afirmou o presidente da frente dos prefeitos. Sobre a falta de medidas para aliviar as dívidas previdenciárias, João Paulo disse esperar que o assunto seja resolvido durante a votação da medida provisória (MP) dos débitos municipais, que será discutida esta semana na Câmara.

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