Repleta de brasileiros, feira de arte em Madri perde público

Madri, 16 fev (EFE).- A organização da Arco -Feira de Arte Contemporânea de Madri- classificação como positiva e satisfatória, acima das expectativas sua edição que se encerra hoje, com sete galerias brasileiras as 13 expositoras, mas o público -cerca de 200 mil visitantes- caiu 5% em relação ao ano passado.

EFE |

A diretora da Arco, Lourdes Fernández, afirmou que a crise econômica não foi notada na capital da Espanha -país que sofreu queda de 1% no PIB no quarto trimestre do ano passado e já acumula mais de 3 milhões de desempregados.

Segundo ela, as vendas se mantiveram e que, embora tenham se incluído quadros de preços mais baixos, houve mais compradores.

Apesar disso, ela não divulgou números concretos de vendas, alegando que nem sempre as galerias os informam.

Entre as galerias que investiram na venda de quadros mais baratos esteve a brasileira Leme, que apostou em artistas nacionais e peruanos com preços a partir de 2 mil euros.

Outra expositora brasileira, Nara Roesler expôs de clássicos a artistas jovens, com preços que variaram entre 4 mil euros e 150 mil euros.

Por sua vez, algumas galerias apresentaram artistas específicos, como a Novembro, que aposta em Rocha Pitta, A Gentil Carioca (Carlos Contente) e Vermelho (Nicolas Robbio).

A pintora mineira Lygia Clark (1920-1988) representou os artistas consagrados do Brasil, mas o quadro mais caro ainda era do colombiano Fernando Botero, custando nada menos do que 450 mil euros.

Segundo Lourdes Fernández, o preço a maioria dos quadros vendidos, embora menos, também era bem salgado, em torno de 100 mil euros. EFE mtf/jp

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