A Igreja Renascer em Cristo afirmou nesta terça-feira que a empresa Etersul, contratada para substituir todas as telhas da cobertura da sua sede mundial, em São Paulo, se comprometeu, por contrato, a arcar com todas as questões relativas à obra. Em comunicado, a Igreja negou que tenha havido qualquer irregularidade na compra das telhas usadas na obra, orçada em R$ 70 mil. A Etersul não possui registro no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo (Crea-SP).


Segundo a nota de Renascer, no dia da assinatura do contrato a Etersul foi representada pelo sócio-gerente Daniel dos Anjos. As quatorze cláusulas contratuais afirmavam que a Etersul se comprometia a arcar com todas as questões relativas à obra, inclusive sua legalização, regularização junto a toda e qualquer instituição, seja administrativa ou trabalhista.

Nesta terça-feira, a assessoria do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo (Crea-SP) disse que a Etersul não possui registro no órgão.

Segundo o Crea, toda empresa que realiza reformas precisa ter um engenheiro que acompanhe as obras, sem a necessidade de realizá-las e sim, de assiná-las. A secretaria de obras da prefeitura disse que, para a realização de qualquer tipo de manutenção, é necessário a presença de um engenheiro com o registro do Crea.

Procurada pela reportagem, a assessoria da Igreja Renascer disse que não é responsabilidade da igreja fiscalizar se empresa tem esse tipo de registro e sim dos órgão públicos.

Material

No comunicado, a Igreja afirma que a troca de telhado foi feita de acordo com projeto original feito por especialistas e sob supervisão do Instituto de Pesquisa Tecnológicas (IPT).

A Igreja afirmou que as telhas originais aprovadas eram de fibrocimento, material que, segundo define a nota, é alvo de várias discussões de legislação, de ordem federal e estadual. Segundo a Renascer, a Etersul comprou as telhas no mercado e legalmente. A obra foi entregue em dezembro de 2008.

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