SÃO PAULO ¿ A Subprefeitura da Sé informou ontem que a remoção do mosaico de Di Cavalcanti, ou qualquer outra medida para preservá-lo, depende da apresentação de um laudo técnico por parte dos responsáveis pelo Teatro Cultura Artística. A fachada com a obra do artista brasileiro foi a única parte que não foi destruída no incêndio de domingo passado.

O painel tem 48 metros de extensão e 8 metros de altura. Os técnicos do Instituto de Criminalística (IC) consideram que ele corre risco, pois perdeu toda a sustentação, já que o restante do teatro desabou.

O prédio do teatro continua interditado pelos técnicos da Subprefeitura da Sé, que aguardam um laudo da Sociedade de Cultura Artística. Só então poderá ser liberado e um novo pedido de alvará para sua reconstrução ou realização de um novo projeto deve ser feito.

Enquanto isso, nada pode ser feito, mesmo que apresente riscos, já que todas as licenças foram cassadas após o incêndio, disse o coordenador da Defesa Civil da Subprefeitura da Sé, Henry Pickard.

Ele concorda com os técnicos do IC, que afirmam que há riscos para o mosaico de Di Cavalcanti. A fachada, do jeito que está, é o que chamamos de bandeira, pois está solta, sem um apoio. Dependendo do vento, pode haver problemas para essa estrutura, diz.

A Sociedade de Cultura Artística diz que não foi informada pela Prefeitura sobre os procedimentos a serem tomados. Ninguém nos fala o que é preciso fazer. Nós ficamos sabendo tudo pela imprensa. Se temos de contratar uma equipe para fazer o laudo, é claro que vamos fazer. Tudo que não queremos é perder o mosaico, diz o superintendente da entidade, Gérald Perret.

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