Os medicamentos sob patente representam menos de 1% do consumo e mais de 10% dos gastos do brasileiro com remédios. Já os genéricos totalizam cerca de 13% do consumo e menos de 8% dos gastos.

As conclusões fazem parte do estudo "Medicamentos com Patentes de Moléculas no Brasil", publicado ontem pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O estudo revela que a participação dos produtos patenteados no total dos gastos do brasileiro com medicamentos é 40% superior à participação dos gastos com medicamentos genéricos. "Podemos concluir que a política nacional de incentivo aos medicamentos genéricos tem contribuído para a existência de medicamentos com preços mais acessíveis para a população", explicou o chefe do núcleo de regulação econômica da Anvisa, Pedro Bernardo.

Outro ponto abordado pelo estudo foi a comparação dos preços dos medicamentos com patente no Brasil com os de oito países: Austrália, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Itália e Portugal. Os dados apontaram que, desde 2004, o número de medicamentos com menor preço subiu de 12,7% para 51,5%.

De acordo com o chefe do núcleo de regulação econômica da Anvisa, essa queda no preço dos medicamentos em relação ao mercado internacional pode ser atribuída à regulação do preço dos medicamentos no Brasil. "A publicação da resolução que define os preços de produtos novos e novas apresentações contribuiu para a queda dos preços dos medicamentos patenteados no Brasil", afirmou Bernardo.

AE

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