Relatório final da CPI das Milícias é entregue ao secretário de Segurança do Rio

RIO DE JANEIRO ¿ O presidente da CPI das Milícias da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), deputado estadual Marcelo Freixo (Psol), entregou nesta quinta-feira ao secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, o relatório final produzido pela comissão e aprovado em plenário. O documento também foi entregue ao chefe da Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, e a membros da Corregedoria da Polícia Militar.

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"Ainda vou entregar o documento a alguns órgãos como, por exemplo, o Ministério Público, que dará continuidade às investigações dos indiciados, e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que implantará uma ouvidoria sobre milícias", afirmou Freixo.

Na última quarta-feira, o parlamentar foi à Brasília entregar o relatório e defender a apresentação de projetos que desmilitarizem o Corpo de Bombeiros, tipifiquem os crimes de milícia e formação de curral eleitoral e dêem mais poder às CPIs estaduais, conforme sugere o relatório final da comissão.

"É importante para o trabalho de uma CPI pedir, por exemplo, a quebra de sigilo. Hoje, no âmbito estadual, precisamos recorrer à Justiça para conseguirmos realizar medidas como esta", explicou o deputado.

O parlamentar pediu ainda que o enfrentamento às milícias entrasse na agenda da Secretaria Nacional de Segurança. Segundo o parlamentar, o secretário Ricardo Balestreri já considerou esta uma das prioridades a serem incluídas nos programas de combate à violência do Ministério da Justiça. Balestreri afirmou também que haverá mais recursos federais para a secretaria e uma ação articulada que integre repressão e ações sociais, envolvendo o Ministério da Justiça, o Governo do Estado e a Prefeitura do Rio, para atuar em territórios dominados por milicianos.

Relatório final

O relatório final da CPI das Milícias da Alerj pediu em novembro o indiciamento de 226 pessoas por envolvimento com o crime organizado. Entre os citados no documento estão o deputado estadual Natalino José Guimarães (sem partido), seu irmão, o vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho (PMDB), e o ex- chefe da Polícia Civil do Rio e deputado estadual cassado Álvaro Lins. Os três estão presos.

Os nomes dos vereadores eleitos Cristiano Girão (PMN) e Carminha Jerominho (DEM) também foram relacionados no relatório. Os dois parlamentares foram diplomados em uma cerimônia realizada na manhã desta quinta-feira na Câmara dos Vereadores.

O documento final da CPI da comissão indicou ainda pelo menos 170 áreas do Estado do Rio de Janeiro, a maioria na capital, dominadas por milicianos. A maioria dos 226 denunciados é acusada de crimes como formação de quadrilha armada, homicídios e crime eleitoral.

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