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Relatório final da CPI da Milícia indicia 150 pessoas

RIO DE JANEIRO - O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) aprovado, nesta quinta-feira, por unanimidade, pede o indiciamento de 150 pessoas por envolvimento com o crime organizado. Entre eles estão o deputado estadual Natalino José Guimarães (sem partido), seu irmão, o vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho (PMDB), e o ex- Chefe de Polícia e deputado cassado Álvaro Lins. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/13/stf_nega_acesso_de_cpi_da_milicia_a_dados_da_receita_2113425.html target=_topSTF nega acesso de CPI da Milícia a dados da Receita

Redação com agências |

Dois vereadores eleitos, o sargento bombeiro Cristiano Girão (PMN) e a filha de Jerominho, Carminha Jerominho (PTdoB), também constam no relatório.

O relatório também indica que pelo menos 170 áreas do Estado do Rio de Janeiro, a maioria na capital, são dominadas por milicianos. A maioria dos denunciados é acusada de crimes como formação de quadrilha armada, homicídios e crime eleitoral.

Segundo os deputados da Alerj, todas as informações serão encaminhadas, na próxima semana, ao Ministério Público, Tribunal Regional Eleitoral, Ministério Público eleitoral, Justiça Eleitoral, Polícia Civil e à Polícia Federal.

Também consta no documento o nome do ex-PM Ricardo Cruz, o Ricardo Batman, que fugiu do presídio Bangu 8 (zona oeste do Rio) no fim do mês passado. O relatório da CPI deverá ser votado no plenário da Alerj até o fim do mês e, posteriormente, encaminhado ao Ministério Público, ao governo do Estado e à Secretaria de Segurança Pública.

Propostas da CPI

Além da lista de indiciados, os deputados apresentaram medidas para combater os grupos criminosos, como tornar crime a formação de currais eleitorais, fazer uso abusivo de centros sociais e retirar a arma dos bombeiros (entre os acusados estão vários bombeiros).

A CPI funcionou por 150 dias e ouviu 47 pessoas. O Disque Milícia contabilizou mais 1.062 denúncias e mapeou 170 áreas controladas pelos grupos.

A milícia

As milícias são grupos formados, em sua maioria, por policiais ativos e inativos, bombeiros, agentes penitenciários e até traficantes de drogas. Elas costumam cobrar uma mensalidade dos moradores das comunidades onde atuam para fornecer uma suposta segurança.

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