SÃO PAULO ¿ Comércio de medicamentos, uso de exames genéticos para escolher o sexo do bebê e aborto seletivo como maneira de reduzir o número de embriões em gestação. Essas foram algumas irregularidades encontradas na clínica de reprodução humana do médico Roger Abdelmassih e apontadas no primeiro relatório do Conselho Regional de Medicina de São Paulo. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira em uma reportagem no ¿Jornal Nacional¿.

AE

O médico Roger Abdelmassih em sua clínica

Baseando-se no relatório, o CRM-SP pediu que Roger Abdelmassih tivesse o direito de clinicar suspenso. Para o conselho, a fama do médico tem um peso grande. Segundo o relatório, os danos causados pela prática do profissional são graves e irreparáveis.

Habeas corpus

No último dia 24 de agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou o habeas-corpus em que Roger Abdelmassih pedia a expedição do alvará de soltura. A decisão foi baseada em súmula do STF que impede os ministros da Corte de julgar habeas-corpus que já tenha tido o pedido liminar negado em tribunal superior, e cujo mérito ainda não tenha sido analisado na mesma instância.

Abdelmassih foi preso no dia 17 de agosto sob a acusação de estuprar 56 mulheres. Os crimes teriam começado na década de 1970. O Conselho Federal de Medicina suspendeu seu registro profissional por tempo indeterminado. Abdelmassih está preso no 40º Distrito Policial, em Vila Santa Maria.

Depoimentos

Segundo a polícia, quatro mulheres já foram ouvidas no inquérito que investiga denúncia contra o médico Roger Abdelmassih, dono da maior clínica de reprodução assistida do País.  Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a primeira acusação corre em segredo de justiça e o depoimento das mulheres faz parte de uma nova denúncia.

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